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madeiralogoA edição 2020 do Rali Vinho Madeira, mesmo antes de começar, temos a certeza que será muito melhor do que aquilo que era esperado, há pouco mais de dois ou três meses atrás.

A terrível pandemia vez muitos ralis “cair” este ano, mas outros, mesmo com cortes substanciais nos seus orçamentos e nas subvenções decidiram (e bem) avançar, mesmo correndo alguns riscos. Porém, correr riscos, é isso que as organizações já estão habituadas a fazer à muitos anos e não seria uma agora, que em período de desconfinamento, a “malta” dos ralis se iria acanhar. Por isso, o primeiro grande vencedor do Vinho Madeira é a sua organização!!!

Num rali em que se apela ao público (dos ralis) para respeitar todas as atuais regras sanitárias e de distanciamento social, restará a cada um de nós, que irá estar na estrada para ver este grande espetáculo, respeitar e cumprir as regras. Por isso, nunca como agora um adepto de ralis esteve tão próximo e tão por dentro de uma organização de um rali. Como tal, respeitar estas regras é estar a contribuir claramente para o sucesso organizativo desta prova e das restantes que se irão seguir.

Desportivamente falando, a primeira análise é para a luta à geral. O facto de o Rali Vinho Madeira ser a segunda prova do Regional da Madeira e a terceira do Campeonato de Portugal de Ralis (num contexto de competições mais curtas, onde uma desistência torna quase nulas as hipóteses de um piloto poder lutar pelo título), acho que poderá existir um equilíbrio maior entre pilotos que disputam o Campeonato da Madeira e os que discutem o Nacional. Neste particular, existem quatro pilotos e alguns outsiders, com Alexandre Camacho a ser o alvo a bater, pelas suas recentes vitórias na prova, embora chegue pressionado pela desistência na Calheta, Miguel Nunes, motivadíssimo com a vitória na Calheta e com um Skoda Evo nas mãos (é a grande oportunidade de vencer este rali), Armindo Araújo, que tem estado acima da concorrência nacional e que o provou também no Rali da Calheta e, por fim, José Pedro Fontes, que sabe que neste terreno tem que vencer!!!

Não quero deixar de fora na luta pela vitória, Pedro Paixão, depois do que fez na Calheta, embora o Vinho Madeira exija outro “estofo”, Bruno Magalhães que sabe bem o que é vencer esta prova e que precisa de um Hyundai supera afinado para ser competitivo, e naturalmente José Maria Lopez que depois do que fez na estreia em 2019 (onde foi segundo), este ano com outro conhecimento da prova e do carro poderá ser um “osso duro de roer”, tanto mais que não tem qualquer pressão em termos de resultados.

Haverá com certeza lugar para algumas surpresas, que podem vir de João Silva, que se estreia num Skoda Fabia Evo, como de Ricardo Teodósio, piloto que teve um menos positivo (em termos de resultados) Rali da Calheta, mas que (a apesar da pressão) sabe que tem mesmo que andar depressa para poder superar os pilotos continentais.

Certamente que vamos ter um grande espetáculo e esperamos que com muita emoção desportiva, pois mesmo antes de começar este rali já é melhor do que se poderia esperar.

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