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brunoDepois de dois pódios nas duas primeiras rondas do Campeonato de Portugal de Ralis, o Team Hyundai Portugal apostava forte mente no regresso às vitórias no Rali Vinho da Madeira, uma das mais emblemáticas e exigentes provas de asfalto da Europa.

Recordista de quatro triunfos na prova insular, Bruno Magalhães voltou a mostrar o seu talento, dominando durante praticamente todo o rali, entre os concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis. O piloto do Team Hyundai P ortugal conseguiu uma importante vitória para o CPR no asfalto da ilha, além de um positivo 4.º lugar da geral.

“Foi um rali praticamente perfeito para nós”, afirmou o tricampeão nacional e vice campeão da Europa. “Normalmente somos muito competitivos neste rali e o nosso Hyundai i20 R5 esteve sempre em perfeitas condições, o que nos permitiu imprimir um ritmo forte logo desde os primeiros troços. Acabámos por ganhar nove classificativas no CPR, incluindo a Power Stage, o que a juntar à vitória no rali dá nos muitos pontos para o campeonato. Esta vitória é para a equipa e para os nossos patrocinadores, que se mantiveram connosco apesar das alterações que tivemos de fazer ao nosso programa devido à pandemia. Este resultado é o melhor agradecimento” agradecimento”, referiu Bruno Magalhães, que se aproximou ainda mais do primeiro lugar da competição.

O Campeonato de Portugal de Ralis vai agora regressar ao continente e rumar aos pisos de asfalto do Rali Alto Tâmega, a disputar entre os dias 28 e 30 de agosto.

rego copyO Team Além Mar cumpriu todos os objetivos que tinha traçado para a presença no Rali Vinho Madeira, nomeadamente a aquisição de ritmo competitivo, o que só se consegue fazer em prova, e a aprendizagem de uma prova que é tão icónica quanto difícil.

Luís Rego Jr. nunca tinha estado no Rali Vinho Madeira e isso notou-se conforme confirmou o piloto: “Quando não se conhecem os troços e ainda por cima estamos a estrear o novo carro que também precisa de trabalho de afinação, é normal que alguns pequenos erros possam surgir e, por isso, optámos por arrancar com uma toada calma e segura que nos permitisse ir progredindo ao longo do rali.”

Sem quaisquer objetivos em termos classificativos, Luís Rego Jr. e Jorge Henriques foram subindo de andamento, sobretudo nas segundas passagens em que tiraram sempre muito tempo aos cronos anteriores, terminando à porta do top 10. “As sensações foram sempre melhorando ao longo da prova e agora é que o rali devia estar a começar”, referiu o piloto do Team Além Mar no final do Rali Vinho Madeira. “Tenho a noção que ainda há muito para aprender mas estamos super satisfeitos com a progressão que fizemos e que é bem notória através dos tempos que melhoraram muito nas segundas passagens. O rali tem troços fantásticos e já estávamos com um andamento que dava para nos divertirmos imenso com a condução”.

O piloto de Ponta Delgada enaltece o trabalho da equipa técnica da ARC Sport, coadjuvada pelos técnicos da Rego Jr. Competições, que “esteve fantástica, como sempre”. Membro fundamental da equipa é o segundo condutor, Jorge Henriques que desta feita assumiu um papel ainda mais proeminente uma vez que, ao contrário de Luís Rego Jr., possui um conhecimento assinalável das provas madeirenses. “O trabalho do Jorge é sempre de uma qualidade e profissionalismo a toda a prova mas desta vez fiquei com a certeza que sem ele não teria sido possível progredir como o fizemos ao longo da prova”, elogiou o piloto.

O campeão dos Açores deixa, ainda, um agradecimento especial “ao público e à comunicação social madeirenses que muito nos acarinharam” mas também o apoio que sentiu, vindo dos Açores, através dos incentivos e das inúmeras mensagens que foi recebendo através das redes sociais.

Luís Rego Jr. não esconde que gostaria de voltar para a edição de 2021 da prova madeirense mas centra já atenções no Campeonato dos Açores de Ralis que deverá arrancar em Setembro com a disputa do Azores Rallye.

fontesTerminou ao final da tarde de hoje no Funchal a edição de 2020 do Rali Vinho Madeira. Para o Citroën Vodafone Team esta primeira jornada insular do ano terminou com a conquista do segundo lugar em termos de Campeonato de Portugal de Ralis, e, assim, um importante virar de página na luta pelo título, objetivo maior da dupla José Pedro Fontes/Inês Ponte. Com oito troços para disputar nesta segunda e última etapa, a formação que tripula o Citroën C3 R5 arrancou apostada em recuperar algum do tempo perdido na etapa de ontem e imprimiu um andamento forte, que lhes valeu a vitória no CPR em quatro destas oito especiais.

O piloto do Citroën Vodafone Team confessava, à chegada ao Funchal que: "demos o nosso melhor e conseguimos um bom resultado em termos de campeonato. O sexto lugar final, segundo do CPR, fica longe dos nossos objetivos, mas a verdade é que em termos globais acaba por significar um relançar da luta pelo título e esse é o nosso objetivo principal."

No que ao rali diz respeito, José Pedro Fontes sublinhou a importância do resultado final "num rali que foi muito duro, extremamente disputado, mas no qual nunca conseguimos materializar as capacidades do carro. Sinto que demos o nosso melhor, mas os tempos não refletiram o nosso empenho e o da equipa. Acima de tudo cabe-nos continuar a trabalhar para já no final deste mês ter tudo a postos no Rali Alto Tâmega, onde queremos lutar pelo triunfo e dar mais um passo no sentido da conquista do título. Esse é o nosso foco!" De referir ainda que José Pedro Fontes/Inês Ponte venceram cinco das 16 especiais do Rali Vinho em termos de CPR, averbando, assim, mais 1,5 pontos, aos quais se juntam ainda dois pontos adicionais resultantes do segundo lugar (CPR) no Power Stage. Assim, a equipa regressa da Madeira com mais 25,5 pontos, isto a uma prova de atingirmos o meio da temporada.

O Campeonato de Portugal de Ralis regressa já nos dias 29 e 30 de Agosto com o Rali Alto Tâmega, prova com troços em asfalto organizada pelo Clube Aventura do Minho.

Classificação Final:
1º Miguel Nunes/João Paulo (Skoda), 1h40m39,5s
2º Alexandre Camacho/Pedro Calado (Citroën), a 13,1s
3º José Maria Lopez/Borja Rozada (Citroën), a 24s
4º Bruno Magalhães/Carlos Magalhães (Hyundai – 1º CPR), a 34,2s
5º João Silva/Vitor Calado (Skoda), 39,7s
6º José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroën C3 R5 – 2º CPR), a 1m00s

madei2020dia220RALI VINHO MADEIRA 2020

AGOSTO 2020

FOTOS RALIS ONLINE

NUNESDIA220Terminou edição a "Covid" do Rali Vinho Madeira, com uma estrondosa vitória de Miguel Nunes / João Paulo, que se desenhou logo na primeira das quatro secções deste rali.

Foi precisamente nessa fase que o piloto do Skoda Fabia R5 Evo percebeu que estava mais forte que todos os seus adversários e a partir daí foi mantendo o ritmo e, em muitos momentos nem se aplicou a fundo para conseguir rodar sempre entre os primeiros. É a sua primeira vitória no Vinho Madeira, muito merecida depois de 6 pódios, que se segue à vitória na Calheta e que lhe dá uma excelente vantagem nas contas do titulo regional.

A desistência na Pedro Paixão, que não tinha carro para chegar a Miguel Nunes, acabou por desistir na primeira fase do segundo dia, deixando Alexandre Camacho no segundo lugar, mas com a certeza de que vai ter muito trabalho para tornar o Citroen tão competitivo como o Skoda de Nunes. Apesar da boa prova de Camacho, o início de rali em busca das melhores afinações do Citroen não lhe permitiu lutar pelo primeiro lugar, embora ficou a clara ideia de que nem com as melhores afinações deste o primeiro metro teria conseguido vencer esta prova.

Pepe Lopez veio para rodar, mas só ficou em terceiro, quando se esperava mais do piloto espanhol. Alguns problemas de motor, podem ter condicionado a prestação no segundo dia, mas a verdade é que fez melhor na estreia na Madeira do que na segunda presença.

Nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis, Bruno Magalhães, mesmo terminando no 4º lugar da geral, tem motivos para voltar a sorrir neste rali de que tanto gosta. Venceu no CPR com muita naturalidade e à vontade e melhor que isso é que angariou um pecúlio de pontos brutal (maior número de troços ganhos e vitória na Power Stage) que lhe permitem relançar completamente o campeonato face a Armindo Araújo.

José Pedro Fontes, Armindo Araújo e Ricardo Teodósio, que terminaram nas posições seguintes do CPR vão sair da Madeira sem motivos para sorrir. Nenhum deles discutiu com Bruno Magalhães a vitória no CPR e estiverem muito longe dos primeiros lugares do rali, quando os objetivos anunciados eram outros. José Pedro Fontes teve uma prova muito esforçada, em que lutou muito para ficar no segundo lugar e Armindo Araújo deu uma pálida ideia da competividade evidenciada nas duas primeiras provas do Campeonato. Quanto a Ricardo Teodósio acabou mesmo por passar ao lado desta prova, em termos desportivos, obtendo um 4º lugar que nada tem a ver com os seus objetivos.

Pedro Meireles também esteve fora da luta pelos primeiros lugares, continuando a difícil relação que tem mantido com o VW Polo R5, ficando na frente de Paulo Neto que fez uma boa estreia na Madeira ao volante de um R5.

COMANDANTES SUCESSIVOS
Miguel Nunes (Pec 1 a 16)

TROÇOS GANHOS

Miguel Nunes (8); Pedro Paixão (3); Pepe Lopes (1); Alexandre Camacho (1); João Silva (1); Bruno Magalhães (1)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
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