faceralis

 

ANUARIO123

ERC

serrassolta21Desportivamente o Rali Serras de Fafe e Felgueiras foi muito interessante de seguir na luta pela vitória, quase até final da prova. Porém, e mesmo sendo uma prova do ERC, não é de todo compreensível fazer um troço em Boticas, obrigando a uma longa e desajustada deslocação. Bem sabemos que existe rali onde as Câmaras pagam, mas o dinheiro não deve nem pode justificar tudo!!!

Ni Amorim, presidente da FPAK, realçou o facto de ter chegado a haver, neste rali, "oito pilotos de nacionalidades diferentes nos dez primeiros lugares, o que é bom para o turismo português, pelo impacto que tem no exterior". É igualmente importante para o automobilismo português: "É uma prova referência, com troços emblemáticos. E agora Portugal com duas provas no ERC é algo inédito na Europa e motivo para nos orgulharmos".

Sendo uma prova do ERC, e estando alguns pilotos do CPR inscritos no europeu, não se compreende que nos resumos televisivos do Eurosport, não tenham dado destaque (nem uma imagem passaram), por exemplo, a Armindo Araújo, que terminou "só" o primeiro dia (e no rali) no terceiro lugar.

Na hora de fazer o balanço do Rally Serras de Fafe e Felgueiras, que pela primeira vez integrou o calendário do Campeonato da Europa (FIA ERC), Carlos Cruz, presidente do Demoporto – Clube de Desportos Motorizados do Porto, organizador da prova, revelou-se satisfeito: "De um modo geral, o nosso objetivo foi cumprido. É evidente que há sempre um ou outro detalhe a aperfeiçoar, em termos de futuro, sobretudo a nível de itinerário, mas estamos satisfeitos pela forma como o rali decorreu. Claro que preferíamos que não tivesse chovido na segunda metade da primeira etapa, mas quanto a isso nada podemos fazer. De qualquer modo, e por aquilo que constatei, tanto equipas como pilotos ficaram agradados com a prova que lhe foi proporcionada. Esperamos, na edição de 2022, que o Rally Serras de Fafe e Felgueiras volte à sua data de sempre, que é no mês de março, o que poderá significar, e oxalá se confirme, o adeus da pandemia".

Ainda em relação a 2022, se é um dado adquirido que o Rally Serras de Fafe e Felgueiras vai sofrer alterações, quando a detalhes Carlos Cruz não quis antecipar nada: "Ainda não tenho nada definido em concreto, mas uma das hipóteses é apresentar as mesmas classificativas de outra maneira, com novas variantes. É justo e imperioso agradecer o esforço de todas as edilidades envolvidas no rali, Fafe, Felgueiras e Vieira do Minho, endereçando ainda os parabéns aquela cuja classificativa, embora não sendo nova, foi elogiada por todos: Boticas".

mikdia2(TEXTO: PAULO HOMEM)

Terminou a edição 2021 do Rali Serras de Fafe, com Andreas Mikkelsen a obter a sua segunda vitória em solo luso no espaço de apenas 15 dias. Nas contas do CPR, Armindo Araújo impôs-se a Bruno Magalhães e reforçou liderança no campeonato.

Depois de um primeiro dia terrível, devido ao mau tempo, Andreas Mikkelsen não jogou pelo seguro no início do segundo dia. O norueguês queria mesmo vencer o rali pelo que foi primeiro em três dos quatro troços da 3ª secção. Lukyanuk respondeu, nessa fase, ganhou um troço e esteve a 0,7s do primeiro lugar, mas terminou essa secção já a mais de 9 segundos.

O pior, para o russo, veio a seguir, quando no início da segunda seção ficou sem transmissão dianteira no seu C3 Rallye2, passando a ter como intenção terminar o rali, o que conseguiu ficando no segundo lugar.

Mikkelsen baixou de pronto o seu ritmo, para garantir uma excelente vitória, que lhe dá praticamente o título no ERC em 2021, depois das vitórias nos Açores e agora no Serras de Fafe e Felgueiras.

ARMINDO ARAÚJO EM GRANDE

A luta pelo terceiro lugar no ERC foi também a luta pela posição de vencedor nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis.

Num rali e num tipo de piso em que se sente como "peixe na água", Armindo Araújo ainda foi surpreendido por Bruno Magalhães na primeira especial do segundo dia, mas nas restantes sete classificativas, o piloto do Skoda esteve imparável, vencendo todas o que lhe permitiu gradualmente aumentar a sua vantagem na liderança. No final, Armindo Araújo ainda venceu a Power-Stage, terminando um fim-de-semana quase perfeito.

Bruno Magalhães sai de Fafe com vontade redobrada para o que falta do CPR, mesmo tendo perdido terreno nas contas do título. O segundo lugar foi excelente para a estreia do novo Hyundai i20 Rally2, ficando claro que apesar de ter tentado pressionar Armindo Araújo, também tinha a ideia da importância que representava terminar esta prova... tendo-o feito com uma excelente prestação.

Ricardo Teodósio fez um longo e inteligente passeio no segundo dia. A imensidão de problemas que o afetaram a ele fisicamente (dores no corpo) e ao seu Skoda (caixa, temperatura do motor, etc), levaram o algarvio a guardar o terceiro lugar, tanto mais que não tinha qualquer adversário por perto. As contas do CPR ficaram um pouco mais complicados (Teodósio continua a ser segundo), mas o campeonato ainda não terminou e os 13 pontos para Armindo Araújo podem ser recuperáveis.

Miguel Correia teve um regresso ao CPR muito discreto, ficando mesmo assim no 4º lugar, depois de um primeiro dia para esquecer. O segundo dia foi melhor, mas já nada havia a ganhar ou perder.

Vencedor no Rali da Água, José Pedro Fontes não aproveitou esse balanço para voltar a somar um bom resultado, desta feita num rali de terra. Depois de um primeiro dia muito difícil e com muitos problemas no Citroen, o quinto lugar final deixa Fontes ainda com hipóteses matemáticas de conquistar o título, mas que é muito difícil, lá isso, é.

No 6º lugar ficou Daniel Nunes, com uma excelente exibição. Embora continuem a faltar concorrentes na categoria do seu Fiesta Rally3, Nunes conseguiu mesmo assim passar pelo 4º lugar absoluto do CPR, mas com as condições dos troços a melhorarem muito no segundo dia não conseguiu segurar essa posição descendo a um natural sexto lugar.

Paulo Neto e Ricardo Filipe terminaram nas posições seguintes e finais do CPR, campeonato que está a passar por uma crise de concorrentes.

LÍDERES SUCESSIVOS
Bruno Magalhães (Pec 1); Armindo Araújo (Pec 2); Bruno Magalhães (Pec 3); Armindo Araújo (Pec 4); Bruno Magalhães (Pec 5); Armindo Araújo (Pec 6); Bruno Magalhães (Pec 7); Armindo Araújo (Pec 8 a 16).

VENCEDORES DE TROÇOS
Bruno Magalhães (4); Armindo Araújo (13); Ricardo Teodósio (1)

CLASSIFICAÇÃO PRIMEIRO DIA

bassasA dupla Josep Bassas / Axel Coronado venceu o Rally Serras de Fafe e Felgueiras, quinta prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2021. A dupla do Rally Team Spain impôs-se num rali corrido sob condições atmosféricas muito adversas, num palco onde dois outros adversários se entregaram à sua luta particular pelos títulos de 2021, alcançando resultados muito díspares.

Depois de um percalço na secção da tarde, Alejandro Cachón / Alejandro 'Jandrin' Lopez ainda terminaram no 2º lugar, beneficiando do abandono de Alberto Monarri / Ángel Vela, num conjunto de resultados que adia a decisão dos títulos para o RACC Rally de Catalunya. A vantagem pontual é agora dos primeiros, sendo 18,98 os pontos que os separam, quando estão em discussão 25 pontos de uma potencial vitória, fora os proporcionais de pontos das vitórias em troços.

Neste rali há ainda a destacar o 3º lugar dos regressados Pedro Almeida / Hugo Magalhães, eles que se têm dividido entre a copa ibérica e a PEUGEOT Cup francesa, num difícil rali que delapidou parte do plantel que se apresentou, esta manhã, à partida.

Todas as decisões da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2021 ficam, assim, adiadas para os troços de asfalto da 1ª Etapa do Rally RACC / Catalunya (15 e 16 outubro), jornada do WRC, culminando uma época que se está a mostrar muito disputada, levando até final a indefinição dos títulos de Pilotos e Navegadores.
Aproveitando a totalidade da 1ª Etapa do Rally Serras de Fafe e Felgueiras, correu-se ao longo de todo o dia de hoje (sábado) a quinta e penúltima prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2021 como palco de um conjunto de novas batalhas pelos títulos desta que é a Temporada 4 da copa coorganizada pela Peugeot Portugal e Peugeot Espanha, assente na estrutura logística da Sports & You.

Fruto das difíceis condições atmosféricas registadas ao longo de todo o dia de hoje na região, que tiveram um grande impacto no terreno de jogo, colocou-se à prova, não só a robustez de um dos mais apetecíveis produtos da Peugeot Sport desenhado para a formação (ou confirmação) de novos valores para a categoria dos ralis, o 208 Rally4, como a própria resiliência das equipas em lidar com essas e outras condições.

Foram, assim, 12 as duplas que esta manhã se perfilaram no centro de Fafe apostadas na conquista de uma vitória neste rali que é, ainda, pontuável para o Campeonato de Portugal e Europeu de Ralis (CPR e ERC). Entre elas destacavam-se as duas equipas – Alejandro Cachón / 'Jandrín' e Alberto Monarri / Ángel Vela – que se encontravam mais perto de alcançar os objetivos definidos para esta época, traduzidos nos títulos de 2021, eles que, no arranque deste rali tinham uns mínimos 2,27 pontos a separá-los.

Não surpreendeu, por isso, que fossem eles quem, com mais garra, partiu à conquista dos melhores tempos das 8 Especiais (113,42 km cronometrados) que serviram de palco às batalhas desta prova organizada pela Demoporto - Clube de Desportos Motorizados do Porto. Composto pelos troços de Luílhas (12,1 km), Sra da Fé/Anjos (18,06 km), Agra/Zebral (11,25 km) e Boticas (15,20 km), este terceiro rali do ano em pisos de terra e também terceiro (e último) em Portugal, dividiu-se por uma ronda matinal, repetida da parte da tarde com a particularidade de haver um fator extra em jogo: as condições atmosféricas, com chuva e nevoeiro a complicarem o estado revolto dos pisos, resultante das passagem de todos os carros de quatro rodas motrizes das categorias superiores, antes do plantel da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA.

Cachón / 'Jandrin' seriam os mais rápidos em três desses oito troços (ES3, ES5 e ES7), ficando para Monarri / Vela (ES1 e ES4), Bassas / Coronado (ES2 e ES6) e Almeida / Magalhães (ES8) os melhores tempos nos restantes, somando-se os respetivos proporcionais (0,63 pontos por cada melhor tempo; 5 pontos a dividir por 8 especiais) às pontuações alcançados no rali: a vitória de Bassas / Coronado valeu-lhes 25 pontos, ainda que pouco servissem em termos de luta pelos títulos, de que já estavam arredados antes do início do rali; Cachón / 'Jandrin' somavam os 20 pontos do 2º lugar e ascendiam à posição de líderes provisórios da copa; Monarri saía em branco, após abandono ao início da tarde, perdendo essa liderança e vendo o seu adversário ganhar um avanço pontual significativo; e os 17 pontos do 3º lugar ficavam, assim, para Pedro Almeida / Hugo Magalhães, os melhores portugueses entre as cinco equipas lusas inicialmente inscritas. Acrescente-se que ao 2º lugar Cachón somou a vitória na Junior Cup, troféu atribuído em cada rali a pilotos com menos de 25 anos (nascidos em ou após 1 de janeiro de 1995).

A palavra aos 3 primeiros

A consagração dos vencedores fez-se ao início da noite no centro de Fafe, sendo natural a satisfação de Josep Bassas: "Estamos muito contentes com a vitória na copa, embora os nossos objetivos estejam mais direcionados para a categoria RC4 do Europeu de Ralis, campeonato que estamos a disputar, e não tanto para a copa em si, de cuja luta pelos títulos já estávamos arredados. Quanto ao rali, está a ser muito difícil, não só pelos troços muito técnicos de Fafe, como pelas condições atmosféricas que enfrentámos". note-se que Bassas irá continuar amanhã em prova, sendo o atual líder da categoria ERC/RC4 do Europeu de Ralis e um dos mais fortes candidatos ao assalto a esse título FIA. O resultado que eventualmente venha a alcançar amanhã, no final do Rally de Fale e Felgueiras, não terá impacto na pontuação da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA.

Já Alejandro Cachón pretendia aqui alcançar uma vitória que reforçasse as suas pretensões ao título, tal como referiu no final: "Estivemos sempre na luta pela vitória mas tivemos aquele percalço na ES6 que nos impediu de atingir em pleno os nossos objetivos", situação que só não teve um pior resultado porque Alberto Monarri, o seu maior adversário ao título, abandonou. "Assim, tudo fica adiado para a Catalunha", acrescentou.

O 3º lugar viria a ser assegurado por Pedro Almeida, que resumiu, assim, esta prova: "Foi um rali muito difícil, desde o início, com condições a que não estávamos habituados, fruto da muita chuva e nevoeiro. O furo que sofremos no último troço da manhã fez-nos perder muito tempo, pelo que este resultado é resultado da regularidade e, também, de termos conseguido ultrapassar com sucesso as diferentes condicionantes do percurso."

Decisões dos títulos adiadas para o RACC Rally de Catalunya, dentro de 15 dias

Somando-se os pontos conquistados neste Rally Serras de Fafe e Felgueiras ao acumulado dos quatro anteriores encontros e a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2021 passa a ter como novos líderes Alejandro Cachón (Pilotos) e Alejandro 'Jandrin' Lopes (Navegadores), eles que com os resultados aqui alcançados – o 2º lugar e o melhor tempo em três dos oito troços – passam a somar 96,60 pontos. Para o efeito aproveitaram o abandono dos seus adversários ao título Alberto Monarri e Ángel Vela, que aqui apenas somam 1,25 pontos, referente aos proporcionais dos melhores tempos registados em dois troços, passando a somar 78,23 pontos.

A diferença entre os únicos dois candidatos aos títulos desta Temporada 4 da copa ibérica passa, assim, a ser de 18,37 pontos, ficando tudo adiado para o derradeiro rali da época, o RACC Rally de Catalunya / Rally de España, a correr-se nos troços de asfalto da 1ª Etapa desta prova do WRC, dentro de duas semanas (sábado, dia 16 de outubro). Uma particularidade: no final dessa que será a sexta e última prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2021 contabilizando-se apenas os 5 melhores scores do ano as equipas terão de deitar fora o seu pior resultado,: 0,71 pontos no caso de Cachón / 'Jandrin' (alcançados no Terras d'Aboboreira) e 1,25 pontos no caso de Monarri / Vela (o acumulado Fafe). Em face do atrás descrito, os novos líderes dependem quase de si próprios, não podendo dar passos em falso na tentativa de garantir um bom resultado; já os adversários têm obrigatoriamente de vencer e esperar que os seus conterrâneos não subam ao pódio!

Atrás deles, sem quaisquer pretensões aos títulos perfilam-se, no ranking dos Pilotos, Álvaro Muñiz (48,40), Óscar Palomo (41,76) e Pedro Almeida (39,00), que com o resultado de Fafe ascende ao 5º posto. Seguem-se Miguel Campos (37,34), Ricardo Sousa (32,0), Roberto Blach (29,0) e José Maria Reyes (27,0), fechando-se o top-10 com o vencedor deste rali, Josep Bassas (26,25 pontos). No que se refere aos Navegadores, atrás de 'Jandrin' (96,60) e de Vela (78,23) vêm Javier Martinez (46,40), Axel Coronado (43,25) e José Pintor (41,76), sendo Hugo Magalhães (36,63) como o melhor co-piloto luso (ver detalhe na Tabela de Pontuações em anexo).

Importante salientar que no final da próxima prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2021 – o RACC Rally de Catalunya / Rally de España, uma vez contabilizadas essas sextas pontuações, Pilotos e Navegadores terão de descontar o seu pior resultado do ano, um facto regulamentar que provocará, decerto, alterações nos respetivos escalonamentos finais, até mesmo ao nível da definição dos "Campeões" desta Temporada 4 da copa. Há, assim, que aguardar pelo segundo fim de semana de outubro para se fechar essa contabilidade.

Nevoeiro foi adversário de respeito nos troços da manhã
Entrando nas especiais após todo o plantel do ERC e do CPR as ter revolvido, uma realidade sempre esperada em ralis de terra, que coloca uma dificuldade adicional à evolução dos carros de duas rodas motrizes, o plantel da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2021 deparou-se, também, com alguma lama, decorrente da chuva que, entretanto, caíra, e bastante nevoeiro, principalmente presente nos troços da manhã.

Nos 12,1 km de Luílhas 1 e sem surpresas, Alberto Monarri / Ángel Vela e Alejandro Cachón / Alejandro 'Jandrín' Lopez surgiam no topo da tabela de tempos, com os primeiros a garantirem uma vantagem de 5,3 segundos sobre os seus principais adversários aos títulos de "Campeões" da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2021. Delbin García / Hugo Varella foram os terceiros mais lestos, à frente de Josep Bassas / Axel Coronado. Seguiram-se-lhes os melhores dos portugueses, Pedro Almeida / Hugo Magalhães que bateram Carlos Fernandes / Bruno Abreu por 4,9 segundos e Ricardo Sousa / Jorge Carvalho por 1,5 segundos adicionais. Óscar Palomo / Borja Rozada foram as primeiras baixas do rali, abandonando devido a saída de estrada.

Já arredado da luta pelo título de Pilotos, devido à diminuta pontuação acumulada nas anteriores quatro jornadas da copa, Bassas não deixou de se impor nos 18,06 km de Sra da Fé/Anjos 1 e, contornando as difíceis condições atmosféricas, bateu Cachón por 1,4 segundos e Monarri por 8,6 segundos. O domínio espanhol neste troço foi marcante, pois Almeida, o melhor dos representantes lusos, perdeu quase 23 segundos para Bassas. No campo oposto, registe-se o furo sofrido por Kevin Guerra / Aitor Cambeiro e uma saída de estrada para Delbin García / Hugo Varella, abandonando ambos o rali.

Com Cachón no 1º lugar provisório e Monarri a cair para 3º, seguia-se Agra/Zebral 1. Cachón foi o mais rápido nos seus 11,25 km, deixando Monarri a 2,8 segundos, pelo que a diferença entre ambos ficava nos 4,7 segundos. Bateram Carlos Fernandes / Bruno Abreu por 7,4 segundos, eles que ficavam a apenas 1,2 segundos do 4º lugar à geral, então na posse de Almeida. Espelho de um terreno muito enlameado e traiçoeiro, Álvaro Muñiz / Javier Martinez saiam de estrada, deitando por terra as remotas pretensões aos títulos que ainda tinham, à partida desta penúltima prova da Temporada 4 da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA.

Após um refuel cumpriu-se o restante traçado dessa ronda matinal, com os 15,20 km de Boticas 1, onde Monarri suplantou Bassas por 4,6 segundos e Cachón por 6,4 segundos. Já Almeida viu-se afastado da luta particular entre os portugueses, após perder mais de um minuto e meio com um furo, num troço onde Fernandes foi o mais rápido desse grupo luso.

Findas essas quatro primeiras especiais do demolidor Rally Serras de Fafe e Felgueiras, palcos onde a chuva e o nevoeiro reforçaram as dificuldades, Alberto Monarri / Ángel Vela e Alejandro Cachón / 'Jandrín' – as duas principais candidatas aos títulos de 2021 da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA – mantinham-se na frente, tendo 1,7 segundos a separá-las. Os restantes Peugeot 208 Rally4 batiam-se quer pelo mais baixo lugar do pódio, à altura na posse de Josep Bassas / Axel Coronado, quer para o de melhores portugueses, grupo que então tinha Carlos Fernandes / Bruno Abreu à frente de Ricardo Sousa / Jorge Carvalho, separados por uma dezena de segundos. Ernesto Cunha / Rui Raimundo tinha 0,3 segundos de vantagem sobre Pedro Almeida / Hugo Magalhães, fechando-se a contagem com Santiago Garcia / Nestor Casal (8ºs), numa lista em que já não constam as quatro outras equipas da copa ibérica que, durante a manhã, caíram nas diversas ratoeiras provocadas pelas condições climatéricas e do piso.

Do volte-face da ES6 à vitória merecida de 'Pep' Bassas
Começando por Luílhas 2, depois de Alberto Monarri ali ter sido o mais rápido de manhã, coube, dessa feita, a Alejandro Cachón alcançar o melhor crono, batendo o seu conterrâneo por 9 segundos. Longe, a mais de 20 segundos dessa luta particular, ficou Ricardo Sousa, ele que se viu livre da pressão de Carlos Fernandes, que também capitulou.

Mas seria em Sra da Fé/Anjos 2 que as classificações da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA sofreriam um enorme volte-face, fruto dos contratempos dos líderes provisórios do rali e candidatos aos títulos: Monarri desistiu após saída de estrada e Cachón perdeu mais de minuto e meio para Josep Bassas que, com isso, alcançava a liderança provisória da copa, à frente dos restantes cinco sobreviventes: Alejandro Cachón, já a 1 minuto e 3,4 segundos do líder, Ricardo Sousa e Pedro Almeida, que estão separados por apenas 5 segundos, Ernesto Cunha, estando a quase 5 minutos e, finalmente, Santiago García, com um prejuízo na ordem dos 23 minutos, depois de neste troço ter, também ele, passado por algumas dificuldades.

Recuperando do desaire do troço anterior, Cachón garantiu o melhor tempo em Agra/Zebral 2, com isso somado mais um proporcional de pontos, sem que o tempo ganho a Bassas lhe dê para alcançar com uma potencial vitória, a não ser que houvesse mais algum contratempo. Já Almeida bateu Sousa por 17,3 segundos, ultrapassando-o em termos de geral, tendo agora uma vantagem de 12,3 segundos. Em face das dificuldades, Cunha e García limitaram-se a cumprir calendário e atingir o final deste penúltimo troço.

A fechar a contenda deste Rally Serras de Fafe e Felgueiras, quinta e penúltima prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2021, correu-se a especial de Boticas 2, onde Almeida garantiu o melhor tempo, 6,1 segundos à frente de Bassas e com menos 28,6 segundos do que Cachón, que preferiu levantar o pé, não pondo em risco este suado 2º lugar.

PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2021 (5ª prova de 6)
Rally Serras de Fafe e Felgueiras – Classificação Final*
1º Josep Bassas / Axel Coronado, a 1h35m26,8s
2º Alejandro Cachón (1º Junior Cup) / Alejandro 'Jandrín' Lopez, a 1m16,4s
3º Pedro Almeida (2º Junior Cup) / Hugo Magalhães, a 2m58,6s
4º Ernesto Cunha / Rui Raimundo, a 6m49,4s
5º Santiago García (3º Junior Cup) / Nestor Casal, a 27m35,6s

Todos em PEUGEOT 208 Rally4

Abandonos: Óscar Palomo / Borja Rozada (ES1); Kevin Guerra / Aitor Cambeiro (ES2); Delbin García / Hugo Varella (ES2); Álvaro Muñiz / Javier Martinez (ES3); Carlos Fernandes / Bruno Abreu (ES5); Alberto Monarri / Ángel Vela (ES6); Ricardo Sousa / Jorge Carvalho (ES8).

* Classificação provisória, dependente da publicação dos resultados oficiais pela organização da prova.

A PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2021 terminará, assim, no RACC Rally de Catalunya / Rallye de España, jornada em pisos de asfalto e também pontuável para o Campeonato do Mundo de Ralis. Correndo-se entre os dias 15 e 17 de outubro, para efeitos desta copa ibérica contará apenas a sua 1ª Etapa, num total de 6 troços (112,02 km cronometrados). Os detalhes deste último rali do ano serão apresentados mais perto da data da sua realização.

mikkelsenNão foi só a imensa chuva que marcou a tempestade do primeiro dia do Rali Serras de Fafe e Felgueiras, pois também houve uma enorme tempestade nas classificações e na quantidade de desistências.

Nas contas do Europeu, depois de um dia em que andou na luta pela liderança (chegou a ter 28s de vantagem na liderança), Dani Sordo, em Hyundai i20 R5 foi obrigado a desistir por despiste, não conseguindo dar seguimento à excelente exibição que fez.

Andres Mikkelsen terminou o dia em primeiro lugar, mas nem sempre teve muita consistência ao longo dos troços. Foi o primeiro líder do rali, mas depois de um furo, perdeu algum tempo, recuperando de novo a liderança no início da segunda secção, numa altura em que Lukyanuk se juntou na luta pelo primeiro lugar.

O russo venceu um troço e esteve perto de assumir a liderança, mas Mikkelsen conseguiu manter-se na frente até final da etapa.

No derradeiro troço, outro protagonista, Tempestini, também desistiu por avaria do Skoda, isto depois de ter vencido uma troço e ter andando pelos lugares do pódio.

Com tanta incidência e desistência, Armindo Araújo assumiu o terceiro lugar nas conta do Europeu no derradeiro troço, embora nas contas da vitória, apenas Mikkelsen e Lykyanuk estejam em posição de lutar pelo primeiro lugar.

CPR ao rubro

Entre os concorrentes do CPR, Armindo Araújo terminou o dia no primeiro lugar, mas ao longo da etapa foram constantes as mudanças de liderança com Bruno Magalhães.

Nenhum dos pilotos conseguiu ser constante e regular ao longo dos oito troços, o que levou a essas alternâncias no topo de classificação, com Armindo Araújo e queixar-se de alguns erros e do nevoeiro, enquanto Magalhães referiu que esteve sempre em constante descoberta do seu novo Hyundai, embora ficou claro que agora o ex-campeão nacional tem carro para lutar mais abertamente pelas vitórias.

Nas restantes posições assistiu-se a uma verdadeira hecatombe. Apenas 8 pilotos estão nas contas do CPR, sendo que Ricardo Teodósio foi o único que ainda conseguiu andar mais próximo dos seus adversários. Porém, o 3º lugar atual, a mais de seis minutos e meio do líder, é sinónimo de muitas incidências e furos, que limitaram a prestação do algarvio.

Incrível, pela positiva, é o quatro lugar de Daniel Nunes. Andou rápido com o seu Fiesta Rally3, mas essa posição deve-se também aos furos de Miguel Correia e José Pedro Fontes (partiu também uma jante), que tiveram um dia para esquecer, fruto de tantos azares.

LÍDERES SUCESSIVOS
Bruno Magalhães (Pec 1); Armindo Araújo (Pec 2); Bruno Magalhães (Pec 3); Armindo Araújo (Pec 4); Bruno Magalhães (Pec 5); Armindo Araújo (Pec 6); Bruno Magalhães (Pec 7); Armindo Araújo (Pec 8);

VENCEDORES DE TROÇOS
Bruno Magalhães (3); Armindo Araújo (4); Ricardo Teodósio (1)

CLASSIFICAÇÃO PRIMEIRO DIA
SERRASDIA21CLAS