faceralis

 

usados

CPR

teoaposcbRicardo Teodósio e José Teixeira conseguiram o segundo pódio em duas provas no Campeonato de Portugal de Ralis, que regressou à ação este fim de semana, no Rali de Castelo Branco. Dupla do Team Vito Skoda mantém confiança na revalidação do título após garantir o terceiro lugar.

Ricardo Teodósio e José Teixeira têm uma ligação à capital da Beira Baixa, pois foi precisamente em Castelo Branco que a dupla algarvia obteve a sua primeira vitória absoluta no Campeonato de Portugal de Ralis, em 2018. Agora, os campeões nacionais em título apostavam em repetir essa performance no regresso do CPR, depois de uma paragem de mais de quatro meses devido à pandemia mundial de Covid-19. Contudo, uma escolha errada de pneus no sábado levou Ricardo Teodósio a ceder tempo importante no primeiro dia do rali, conseguindo ainda assim repetir o pódio (terceiro lugar) obtido no Rali Serras de Fafe e Felgueiras.

"Foi um rali algo frustrante, porque fizemos uma escolha errada de pneus no sábado e isso retirou-me confiança no carro. Para que eu possa andar no limite é preciso ter confiança absoluta, por isso o terceiro lugar acaba por ser importante pelos pontos que acumulámos, visto que não conseguimos discutir a vitória como queríamos. Vamos agora analisar este rali e preparar bem a prova na Madeira", apontou Ricardo Teodósio, que também enalteceu o espírito cívico que imperou num evento onde o Team Vito Skoda entregou um lote de equipamentos de proteção individual aos Bombeiros Voluntários de Castelo Branco.

 

fontesposcbDepois da excelente exibição de ontem, esta segunda etapa do Rali de Castelo Branco tinha tudo para ser palco de uma muito animada luta pela vitória, tal o empenho e nível competitivo revelado em especial pelos três primeiros classificados, respetivamente, Armindo Araújo, José Pedro Fontes e Bruno Magalhães. Sobre eles recaía a responsabilidade de lutar pela vitória nas rápidas especiais de alcatrão do Rali de Castelo Branco, que neste segundo dia levaram as equipas até a zona de Sarzedas para uma dupla, passagem por Dáspera e Santo André das Tojeiras.

Todavia, para a dupla do Citroën Vodafone Team o dia começou aziago. Logo no primeiro troço da manhã, a quebra de um apoio do braço de suspensão traseiro direito resultou na perda de mais de 30 segundos para o líder, fosso que se agravou ainda mais na especial seguinte, dado que, a visita ao parque de assistência só se daria no final da manhã, antes da segunda ronda pelas mesmas especiais.

"Num corte de curva tocámos em alguma coisa e o apoio da suspensão cedeu e senti de imediato que algo não estava bem. Conseguimos levar o carro até ao Parque de Assistência, com uma especial ainda por cumprir, e só ai foi possível voltar a ter o Citroën em condições," esclareceu o piloto.

Desta forma, a equipa limitou-se a, tendo o Citroën C3 R5 novamente "em forma", a dar o máximo no que falta de rali para disputar e Fontes foi mesmo o mais lesto em Dáspera 2, assegurando ainda a segunda melhor marca em Santo André das Tojeiras.

Apesar de tudo, o piloto do Citroën Vodafone Team mostrava-se satisfeito "pelo andamento que mantivemos com o carro nas melhores condições. É óbvio que este resultado não é o que queríamos nem o que esperávamos, mas há ainda muito campeonato para disputar e sabemos que temos condições para voltar a brilhar. Agora há que olhar em frente e rumar à Madeira, dentro de cerca de um mês, onde temos nova batalha..."

armindovenceArmindo Araújo / Luis Ramalho dominaram o Rali de Castelo Branco, dando continuidade não só à vitória de 2019 nesta prova como à vitória no início do ano em Fafe, demonstrando que são de momento a grande dupla a bater no Campeonato de Portugal de Ralis.

Se no final do primeiro dia ainda houve uma ideia de equilíbrio, com Araújo, Magalhães e Fontes a terminarem separados por 4 segundos e a vencerem cada um o seu troço, a verdade é que a primeira especial do segundo dia acabou por ditar a tendência do "jogo".

Armindo Araújo atacou forte e venceu o primeiro troço da segunda etapa, que lhe valeu passar a comandar com mais de 10s de avanço para Bruno Magalhães, como deixou de contar com um dos seus grandes adversários, José Pedro Fontes, que deu um toque com uma roda acabando por se afundar na classificação.

Com três troços para o final, Araújo manteve a concentração no máximo e foi gerindo toda a prova, pois nesta altura já tinha percebido estar em vantagem para os seus adversários.

Também Bruno Magalhães entendeu que mantendo o ritmo manteria também Araújo sempre em alerta, mas que era bem melhor e seguro um segundo lugar do que arriscar a perder tudo na busca da liderança.

Ricardo Teodósio limitou as perdas neste rali em que não foi protagonista e não venceu sequer um troço. Depois de um primeiro dia em que se queixou da falta de aderência do Skoda, no segundo dia já com o atraso acumulado e com o terceiro lugar garantido (devido ao atraso de Fontes), o algarvio fez uma gestão do esforço acabando por garantir um pódio, que é, mesmo assim, um bom resultado.

Pedro Meireles pareceu um pouco mais competitivo na estreia do seu novo VW Polo. Nunca esteve na luta do pódio, mas o minuto e seis segundos perdidos para Araújo, revelam que o piloto está no bom caminho para regressar aos bons resultados.

Na imensa lista de outsider´s, não é de estranhar o quinto lugar de João Barros, aos comandos de um C3, seguido por Miguel Correira, agora com o experiente António Costa ao lado, mas que não conseguiu sequer chegar à luta com Barros, ficando mesmo assim na frente de Manuel Castro.

Um dos pilotos do rali foi Pedro Antunes. Na estreia do seu 208 Rally 4, o piloto teve uma prestação notável, voando literalmente nos troços de Castelo Branco, ao ponto de se "meter" em lutas que não eram as suas (venceu de longe as duas rodas motrizes), superando Carlos Martins num DS3 R5, piloto que regressou ao nacional esporadicamente, mas que está com pouco ritmo competitivo.

Na 10ª posição ficou José Pedro Fontes, tendo mesmo ainda ganho ainda mais um dos troços do rali, limitando um pouco as perdas desta prova.

Vitor Pascoal venceu o Nacional de RGT e nos Clássicos a vitória foi para outro Porsche, neste caso do visieense José Cruz.

Vencedores de troços
Armindo Araújo (2); Bruno Magalhães (3); José P. Fontes (2)

Comandantes Sucessivos

Armindo Araújo (Pec 1 a 7)

Classificação final
castelofinal2020

 

arminRALI CASTELO BRANCO 2020

JULHO 2020

FOTOS RALIS ONLINE

castelobrancoplacaPoderia bem ser um “normal” Rali de Castelo Branco, mas não é. Tem tudo para ser uma edição marcante na história do Campeonato de Portugal de Ralis e, seja quais forem as circunstâncias deste rali, vai com certeza ser uma prova inesquecível, quaisquer que sejam os motivos analisados.

No meu entender “está tudo em jogo” para o futuro da modalidade no curto e, quem sabe, no médio prazo. A Escuderia de Castelo Branco merece que tudo lhe corra pelo melhor. Tem feito um esforço notável e acreditou, desde a primeira hora, que era possível levar o rali para a estrada. Aliás, terá sido mesmo a Escuderia de Castelo Branco que terá feito até mais trabalho de “sapa” para que a sua prova fosse mesmo para a estrada, levando a reboque a própria FPAK, que acabou por ser levada por esta enorme vontade do clube albicastrense.

Por outro lado, fico também feliz por este regresso ser feito pela Escuderia de Castelo Branco, pois considero que é claramente um dos poucos clubes que tem as condições necessárias para “arcar” com esta responsabilidade.

Os adeptos têm também uma “nova” palavra a dizer neste rali. Ficou claro que a Escuderia e a FPAK querem ter um rali sem público, mas sabem também que tal é impossível, pois 4 meses sem ralis não é algo fácil de suportar pelos verdadeiros adeptos da modalidade. Contudo, cada adepto tem que ser um agente de saúde e segurança, não só cumprindo com as normas do distanciamento social, mas também (e não menos importante) fazer para que os outros também cumpram essas regras. Se todos cumprirmos daremos com certeza uma grande ajuda aos ralis, em geral, e à Escuderia de Castelo Branco, em particular.

Mas não é só o futuro dos ralis que está em “disputa” nesta prova. Felizmente neste rali existe também um espetacular lote de pilotos que vão com toda a certeza lutar abertamente pela vitória e não faltam condimentos para que essa luta seja ainda mais aguerrido do que foi em 2019.

A primeira razão é que este é mesmo um rali sprint, que não chega sequer aos 100 quilómetros de troços. Por isso, não dá para que os pilotos entrem com cautelas. O ritmo vai ter que ser alto desde o primeiro metro, é isso é muito bom para o espetáculo e para a componente desportiva do rali.

A segunda rali é que ninguém quer ser apanhado de surpresa como aconteceu na primeira prova (o Rali Serras de Fafe), em que Armindo Araújo acordou para a prova muito mais cedo que todos os outros. Mais uma vez quem não entrar no ritmo certo deste o primeiro metro em Castelo Branco, dificilmente vai ter quilómetros no rali para recuperar tempo.

Não menos importante, serão as condições climatéricas. Prevê-se muito calor e isso vai obrigar a boas escolhas de pneus, mas também a ter cuidados redobrados nas fortes travagens e na melhor forma de ultrapassar as zonas mais sujas.

Quanto a candidatos reais à vitória e com condições para tal existem quatro pilotos: o vencedor de 2019, Armindo Araújo, o quase vencedor da edição passada e atual campeão nacional, Ricardo Teodósio, o super especialista e pluri-vencedor desta prova, José Pedro Fontes e ainda, Bruno Magalhães, que irá tripular um carro semelhante ao que venceu em 2019.

Quantos aos outsider´s são algun, que bem poderão alcançar o pódio, como é o caso de João Barros, que se estreia num C3 R5, e Paulo Meireles, no seu Polo. Contudo, a lista é grande e está recheada de estreias, de regressos e de outros condimentos para ser de facto um grande rali.