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CPR

NUNESDIA220Terminou edição a "Covid" do Rali Vinho Madeira, com uma estrondosa vitória de Miguel Nunes / João Paulo, que se desenhou logo na primeira das quatro secções deste rali.

Foi precisamente nessa fase que o piloto do Skoda Fabia R5 Evo percebeu que estava mais forte que todos os seus adversários e a partir daí foi mantendo o ritmo e, em muitos momentos nem se aplicou a fundo para conseguir rodar sempre entre os primeiros. É a sua primeira vitória no Vinho Madeira, muito merecida depois de 6 pódios, que se segue à vitória na Calheta e que lhe dá uma excelente vantagem nas contas do titulo regional.

A desistência na Pedro Paixão, que não tinha carro para chegar a Miguel Nunes, acabou por desistir na primeira fase do segundo dia, deixando Alexandre Camacho no segundo lugar, mas com a certeza de que vai ter muito trabalho para tornar o Citroen tão competitivo como o Skoda de Nunes. Apesar da boa prova de Camacho, o início de rali em busca das melhores afinações do Citroen não lhe permitiu lutar pelo primeiro lugar, embora ficou a clara ideia de que nem com as melhores afinações deste o primeiro metro teria conseguido vencer esta prova.

Pepe Lopez veio para rodar, mas só ficou em terceiro, quando se esperava mais do piloto espanhol. Alguns problemas de motor, podem ter condicionado a prestação no segundo dia, mas a verdade é que fez melhor na estreia na Madeira do que na segunda presença.

Nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis, Bruno Magalhães, mesmo terminando no 4º lugar da geral, tem motivos para voltar a sorrir neste rali de que tanto gosta. Venceu no CPR com muita naturalidade e à vontade e melhor que isso é que angariou um pecúlio de pontos brutal (maior número de troços ganhos e vitória na Power Stage) que lhe permitem relançar completamente o campeonato face a Armindo Araújo.

José Pedro Fontes, Armindo Araújo e Ricardo Teodósio, que terminaram nas posições seguintes do CPR vão sair da Madeira sem motivos para sorrir. Nenhum deles discutiu com Bruno Magalhães a vitória no CPR e estiverem muito longe dos primeiros lugares do rali, quando os objetivos anunciados eram outros. José Pedro Fontes teve uma prova muito esforçada, em que lutou muito para ficar no segundo lugar e Armindo Araújo deu uma pálida ideia da competividade evidenciada nas duas primeiras provas do Campeonato. Quanto a Ricardo Teodósio acabou mesmo por passar ao lado desta prova, em termos desportivos, obtendo um 4º lugar que nada tem a ver com os seus objetivos.

Pedro Meireles também esteve fora da luta pelos primeiros lugares, continuando a difícil relação que tem mantido com o VW Polo R5, ficando na frente de Paulo Neto que fez uma boa estreia na Madeira ao volante de um R5.

COMANDANTES SUCESSIVOS
Miguel Nunes (Pec 1 a 16)

TROÇOS GANHOS

Miguel Nunes (8); Pedro Paixão (3); Pepe Lopes (1); Alexandre Camacho (1); João Silva (1); Bruno Magalhães (1)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
madeiaclass20final

diamadfoto20RALI VINHO MADEIRA 2020

AGOSTO 2020

FOTOS RALIS ONLINE (ANDRÉ RIBEIRO)

nunesO primeiro dia do Rali Vinho Madeira foi disputado em dois patamares diferentes, mas com o domínio de Miguel Nunes, que com um Skoda Fabia R5 Evo nas mãos já deu indicações claras que este pode ser o seu rali.

O primeiro patamar foi dos pilotos madeirenses, que mais uma vez provaram que o conhecimento das estradas é muito importante para lutar pela vitória. Miguel Nunes destacou-se logo na primeira secção, ao vencer os troços todos, o que lhe deu uma vantagem confortável na liderança, que depois foi mantendo na segunda fase do dia, sabendo que tinha uma reserva para toda a concorrência.

O seu principal adversário (Pedro Paixão) andou a fundo, deu o que tinha e não tinha, mas o Skoda da geração 1, não lhe permite mais, embora tenha sido suficiente para superar Alexandre Camacho, na segunda posição do rali.

Alexandre Camacho chegou ao final do dia no pódio, depois de uma primeira seção em andou a afinar o seu Citroen. A verdade é que na segunda secção acaba por ser ligeiramente mais rápido que os seus adversários diretos, embora pareça evidente que ainda falta algo mais (em termos de afinações) para se poder chegar próximo de Miguel Nunes.

O segundo patamar teve essencialmente a presença dos pilotos que disputam o nacional, mais o Espanhol Pepe Loez e o madeirense João Silva.

Bruno Magalhães já viu que não dá para lutar pela vitória na prova em condições normais, mas também já sabe que está numa excelente posição para somar o máximo de pontos para o Campeonato de Portugal. A verdade é que Pepe Lopez não é adversário com quem queira lutar, mas o espanhol da Citroen ainda não entrou no ritmo da prova, sobretudo pensando que na estreia em 2019 foi mais competitivo.

João Silva, há um ano parado, terminou o dia com um importante conhecimento do Skoda Fabia R5 Evo, mas o atraso para lutar pela vitória já é grande. Mesmo assim o sexto lugar e excelente e poderá almejar subir pelo menos duas posições nesta prova e quem sabe algo mais.

Depois seguem-se três prestações menos positivas desta prova, com todos eles a estarem fora de qualquer protagonismo desta edição do Vinho Madeira, sendo que eram apontados como candidatos aos primeiros lugares!!!

José Pedro Fontes lutou muito pelo sétimo lugar que ocupa, Armindo Araújo também está irreconhecível, mesmo que este não seja o Skoda com que estava previsto disputar este rali, e Ricardo Teodósio não consegue simplesmente fazer "tempos" nesta prova.

Nas contas do Campeonato de Portugal, Bruno Magalhães, que sempre se deu bem com este rali, tem uma posição muito confortável, podendo ainda esperar-se uma forte reação de Armindo Araújo face a José Pedro Fontes, até porque este terceiro lugar interessa muito pouco ao piloto do Skoda.

Foi um excelente primeiro dia de Rali Vinho Madeira, com muito público e emoção desportiva, pelo que se espera que o segundo dia possa trazer ainda mais emoção, pois ainda está tudo em aberto.

CLASSIFICAÇÃO PRIMEIRO DIA

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madeiralogoA edição 2020 do Rali Vinho Madeira, mesmo antes de começar, temos a certeza que será muito melhor do que aquilo que era esperado, há pouco mais de dois ou três meses atrás.

A terrível pandemia vez muitos ralis “cair” este ano, mas outros, mesmo com cortes substanciais nos seus orçamentos e nas subvenções decidiram (e bem) avançar, mesmo correndo alguns riscos. Porém, correr riscos, é isso que as organizações já estão habituadas a fazer à muitos anos e não seria uma agora, que em período de desconfinamento, a “malta” dos ralis se iria acanhar. Por isso, o primeiro grande vencedor do Vinho Madeira é a sua organização!!!

Num rali em que se apela ao público (dos ralis) para respeitar todas as atuais regras sanitárias e de distanciamento social, restará a cada um de nós, que irá estar na estrada para ver este grande espetáculo, respeitar e cumprir as regras. Por isso, nunca como agora um adepto de ralis esteve tão próximo e tão por dentro de uma organização de um rali. Como tal, respeitar estas regras é estar a contribuir claramente para o sucesso organizativo desta prova e das restantes que se irão seguir.

Desportivamente falando, a primeira análise é para a luta à geral. O facto de o Rali Vinho Madeira ser a segunda prova do Regional da Madeira e a terceira do Campeonato de Portugal de Ralis (num contexto de competições mais curtas, onde uma desistência torna quase nulas as hipóteses de um piloto poder lutar pelo título), acho que poderá existir um equilíbrio maior entre pilotos que disputam o Campeonato da Madeira e os que discutem o Nacional. Neste particular, existem quatro pilotos e alguns outsiders, com Alexandre Camacho a ser o alvo a bater, pelas suas recentes vitórias na prova, embora chegue pressionado pela desistência na Calheta, Miguel Nunes, motivadíssimo com a vitória na Calheta e com um Skoda Evo nas mãos (é a grande oportunidade de vencer este rali), Armindo Araújo, que tem estado acima da concorrência nacional e que o provou também no Rali da Calheta e, por fim, José Pedro Fontes, que sabe que neste terreno tem que vencer!!!

Não quero deixar de fora na luta pela vitória, Pedro Paixão, depois do que fez na Calheta, embora o Vinho Madeira exija outro “estofo”, Bruno Magalhães que sabe bem o que é vencer esta prova e que precisa de um Hyundai supera afinado para ser competitivo, e naturalmente José Maria Lopez que depois do que fez na estreia em 2019 (onde foi segundo), este ano com outro conhecimento da prova e do carro poderá ser um “osso duro de roer”, tanto mais que não tem qualquer pressão em termos de resultados.

Haverá com certeza lugar para algumas surpresas, que podem vir de João Silva, que se estreia num Skoda Fabia Evo, como de Ricardo Teodósio, piloto que teve um menos positivo (em termos de resultados) Rali da Calheta, mas que (a apesar da pressão) sabe que tem mesmo que andar depressa para poder superar os pilotos continentais.

Certamente que vamos ter um grande espetáculo e esperamos que com muita emoção desportiva, pois mesmo antes de começar este rali já é melhor do que se poderia esperar.

pnetomad20Paulo Neto / Vitor Hugo marcam presença, mais vez, na pérola do atlântico, onde se disputa a terceira prova do Campeonato de Portugal de Ralis, o Rali Vinho Madeira. Um desafio muito exigente para a dupla do Skoda Fabia R5.

Mesmo depois das boas indicações dadas aos comandos do Skoda Fabia R5 no recente Rali de Castelo Branco, a dupla Paulo Neto / Vitor Hugo vão enfrentar um desafio enorme no Rali Vinho Madeira, que passa acima de tudo por terminar com o melhor resultado possível entre os pilotos que disputam o Campeonato de Portugal de Ralis.

"Saímos de Castelo Branco com a sensação de que, sem o furo, poderíamos ter ido até um pouco acima dos nossos objetivos para essa prova, mesmo sabendo que estamos ainda longe de poder tirar todo o proveito de conduzirmos uma carro tão competitivo como é o Skoda Fabia R5", refere Paulo Neto, explicando que "andar nos limites com um carro destes exige muito conhecimento e muita preparação, que é precisamente isso que procuramos em todas as nossas participações nesta fase da época, em que está muita coisa para conhecer no carro e nos nossos limites na condução deste carro. Vamos disputar um rali que já conhecemos de anos anteriores e isso é uma vantagem para nos concentrarmos mais na evolução ao volante do Skoda Fabia R5".

Do ponto de vista desportivo, Paulo Neto considera que "dos ralis de asfalto do Campeonato, o Rali Vinho Madeira é aquele onde melhor poderemos explorar as potencialidades do nosso carro e, por isso, fizemos questão, desde o início da temporada em marcar presença neste rali. Obviamente que estamos muito satisfeitos por dispor de um dos carros mais competitivos do plantel para disputar um rali como este, mas sabemos que um bom resultado para nós, nesta prova, será ficar entre os concorrentes do segundo pelotão, isto é, depois do Top5 do Campeonato de Portugal de Ralis. Porém, não vamos focados em resultados mas sim em evoluir ao volante do Skoda, disfrutar ao máximo a condução de um carro de topo e chegar ao fim do rali, pois isso significa que acumulámos mais uma boa dose de experiência".

A Paulo Neto Sport conta com os parceiros: Weber, Baxi, Dominó, Listor, Italbox, Quantinfor, AVF, Total, Vitarte, Peçintra e Cision.