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madureiraFilipe Madureira é um dos rostos incontornáveis dos ralis nacionais. Com mais de duas décadas e de uma centena de provas ao mais alto nível, são já inúmeros os quilómetros de adrenalina percorridos ao longo dos anos. Mas o percurso do piloto gondomarense conhece agora um ponto final.

"Há um dia em que acordas e pensas. É altura de parar", afirmou o piloto. "Não há um motivo ou uma razão particular. Simplesmente, surge a necessidade. São muitos anos de enorme intensidade, conciliando a exigência das corridas com a vida pessoal e profissional. E, nesta fase, após um quarto de século de atividade, sinto que a motivação já não está nos níveis necessários para continuar. Por isso, acaba por ser um fechar de ciclo natural."

Um trajeto que fez Filipe Madureira pisar inúmeros palcos, ao volante de variadíssimos carros. "Os automóveis, e os ralis em particular, são e serão sempre uma grande paixão", refere, mas destaca: "Acima de tudo, o que fica são as pessoas, as relações humanas que se criam, fortalecem e se tornam para a vida. E, felizmente, tenho o prazer e o privilégio de ter feito amizades que são sem dúvida a maior vitória das corridas."

Uma decisão que torna a atual época no Campeonato Portugal Clássicos de Ralis a sua última temporada. "Temos duas provas pela frente, o Rali Alto Tâmega e o Rali Vidreiro. Serão dois eventos de festa, ao volante do fantástico Ford Sierra Cosworth da Peres Competições, para celebrar e homenagear todos aqueles que me acompanham e estiveram ao meu lado neste longo percurso e a quem muito agradeço. Patrocinadores, equipas, família, amigos e adeptos, todos tiveram um papel preponderante para a minha longevidade nas corridas. Não há palavras para exprimir o agradecimento que sinto. Muito obrigado por tudo."

Um adeus que deixa uma porta entreaberta a aparições pontuais no futuro. "O bichinho estará sempre cá e a possibilidade de regressar esporadicamente é uma realidade. Mas, a acontecer, totalmente para me divertir, sem quaisquer compromissos com resultados ou campeonatos. Apenas para desfrutar do sabor especial dos ralis. No entanto, essa não é uma preocupação neste momento. Agora é tempo de aproveitar e festejar da melhor forma estes 25 anos, numa época que ainda vai a meio e que tudo farei em prova para que seja inesquecível para todos."

brevescbCarlos Fernandes obteve uma grande vitória nas duas rodas motrizes. Não só venceu todos os troços disputados, como se bateu com outros carros mais competitivos, como é o caso do Skoda Fabia R5 de Paulo Neto e o Fiesta Rally3 de Daniel Nunes, que neste caso superou enquanto o Ford esteve em prova.

No Campeonato de Portugal de GT, apenas Paulo Carvalheiro chegou ao final com o seu Porsche, depois de Miguel Campos ter desistido logo na fase inicial com um problema num tubo de água que afetou o motor do Porsche.

Nuno Carreira foi o vencedor entre os concorrentes dos Clássicos com o seu Subaru Impreza WRX, mesmo estando em risco a sua presença no segundo dia, pois o exterior da caixa de velocidades tinha uma fissura.

No Regional Centro a vitória foi para André Cabeças, mesmo sem ter forçado muito o andamento, depois da perda de confiança fruto do episódio da especial inaugural, quando espectadores conduziam os seus carros em sentido contrário na especial.

spiritbr21Fotos RallySpirit 2021

Bruno Fernandes

spiritFotos RallySpirit 2021

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