O Campeonato de Portugal de Ralis entra numa fase decisiva com a realização do Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín. Com quatro provas ainda por disputar, o título não ficará decidido em Chaves, mas o resultado poderá ter um peso muito importante na definição das contas para a reta final da temporada.
Rúben Rodrigues chega à prova na liderança do campeonato e assume-se como um dos principais candidatos à vitória. O piloto do Toyota já venceu por três vezes esta temporada e, apesar de encontrar um rali de asfalto muito rápido, terá pela frente troços onde os cortes deixam frequentemente o piso sujo e escorregadio, características que poderão jogar a seu favor.
Para Armindo Araújo, a margem de erro é bastante menor. Depois da vitória no Rali da Madeira, o piloto do Skoda Fabia RS Rally2 precisa de continuar a recuperar terreno para os seus principais adversários e assume claramente a vitória como objetivo. Pedro Almeida está numa situação semelhante. Também já venceu esta época em asfalto e conhece bem uma prova rápida que se adapta às características do Toyota GR Yaris Rally2.
Estes três pilotos surgem, nesta fase, como os principais protagonistas da discussão pelo título. Uma vitória de Rúben Rodrigues poderá permitir-lhe sair de Chaves com uma vantagem importante para as três derradeiras provas, duas das quais disputadas em terra, piso onde tem demonstrado elevada competitividade. Pelo contrário, Armindo Araújo e Pedro Almeida têm como prioridade terminar à frente do líder do campeonato, sem esquecer os pontos adicionais da Power Stage, que poderão vir a ter importância decisiva nas contas finais.
Rúben Rodrigues é, por isso, quem chega em posição mais confortável. Pode gerir melhor o campeonato, embora saiba que uma nova vitória representaria não apenas um importante ganho pontual, mas também um forte impulso psicológico e motivacional sobre os adversários numa altura crucial da temporada.
Mas a luta pela vitória promete não ficar limitada aos três primeiros do campeonato. José Pedro Fontes procura finalmente transformar a competitividade do Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale num triunfo à geral. Com as hipóteses de título já bastante reduzidas, mesmo que ainda existam matematicamente, vencer é agora um dos grandes objetivos do piloto, sobretudo porque restam poucas oportunidades em asfalto até ao final da época.
Também os dois Hyundai poderão ter uma palavra importante a dizer. Gonçalo Henriques e Hugo Lopes já demonstraram andamento para discutir as primeiras posições e encontram em Chaves uma prova tradicionalmente favorável ao Hyundai. (venceu 5 das últimas 6 edições da prova). Ambos procuram ainda a primeira vitória da temporada (e das suas carreiras) e apresentam argumentos para entrar diretamente na discussão pelo triunfo.
A este lote poderá juntar-se ainda Ricardo Teodósio. Apesar de uma temporada novamente complicada, o algarvio encontra um rali rápido, mas também bastante exigente devido à sujidade acumulada nos troços, condições onde a sua experiência e capacidade de improvisação poderão fazer a diferença.
Tudo aponta, assim, para um Rali da Água extremamente competitivo, com vários pilotos capazes de lutar pela vitória e diferenças previsivelmente muito curtas entre os principais candidatos troço a troço. O resultado poderá deixar Rúben Rodrigues ainda mais próximo do título ou, pelo contrário, baralhar novamente as contas do campeonato e aumentar a pressão para as três últimas jornadas da época.



