
O Rali da Madeira de 2026 apresenta um dos mais fortes elencos dos últimos anos, reunindo vários pilotos com muitos argumentos para discutir a vitória. A prova será igualmente determinante para as contas do Campeonato de Portugal de Ralis e do Campeonato da Madeira de Ralis, colocando em confronto concorrentes com objetivos de vitória distintos.
Kris Meeke, Giandomenico Basso, Diego Ruiloba e Alexandre Camacho chegam à Madeira concentrados exclusivamente no triunfo absoluto. Sem a preocupação de pontuar para os campeonatos, estes quatro pilotos poderão assumir todos os riscos na luta pelo primeiro lugar.
Alexandre Camacho é o recordista da prova, com seis vitórias, e procura acrescentar um sétimo triunfo ao seu palmarés. O madeirense optou por realizar duas provas antes do Rali da Madeira para aprofundar o conhecimento do Škoda Fabia RS Rally2, preparando-se para entrar com um ritmo elevado desde os primeiros quilómetros. A experiência da Delta Rally, equipa que já soma quatro vitórias na competição, reforça igualmente a sua candidatura.
Giandomenico Basso, vencedor por quatro vezes, continua a demonstrar competitividade nas provas que disputa em Itália. O conhecimento das estradas madeirenses e a experiência acumulada tornam o italiano num candidato natural, apesar do elevado nível da concorrência.
Diego Ruiloba procura alcançar a terceira vitória consecutiva no Rali da Madeira. O espanhol venceu as suas duas últimas participações, impondo-se através de uma condução eficaz e muito consistente. O Citroën C3 Rally2 adapta-se particularmente bem ao seu estilo e continua a ser competitivo, apesar de já não ser um dos modelos mais recentes da categoria.
Kris Meeke é o único deste grupo que ainda não venceu na Madeira. O britânico estará ao volante de um Toyota GR Yaris Rally2, carro que conhece bem da temporada passada. A experiência acumulada nos troços da ilha e o conhecimento da viatura colocam-no entre os principais candidatos ao primeiro lugar.
Miguel Nunes e João Silva também possuem argumentos para entrar na discussão. Os dois principais protagonistas do Campeonato da Madeira de Ralis têm dividido as vitórias esta temporada e sabem que o resultado nesta prova poderá ser determinante para o desfecho da competição regional.
João Silva volta a perseguir a primeira vitória no Rali da Madeira, depois de já ter assumido esse objetivo na edição anterior. Miguel Nunes, por sua vez, precisa de iniciar bem a prova. O piloto do Škoda Fabia RS Rally2 tem demonstrado que, quando encontra desde cedo o ritmo e as afinações certas, consegue realizar prestações suficientes para também vencer à geral.
Para os concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis, a prioridade será terminar como o melhor piloto do CPR. Rúben Rodrigues chega à Madeira como líder, depois de ter vencido três das quatro provas em que poderia alcançar os pontos do triunfo. Mais do que discutir a classificação absoluta, o seu principal objetivo será superar os adversários diretos e dar um passo importante na luta pelo título.
Pedro Almeida, segundo classificado no campeonato e já vencedor esta temporada, precisa de terminar à frente de Rúben Rodrigues para manter elevada a pressão sobre o líder. Conseguir esse resultado significará, necessariamente, realizar uma grande exibição nas exigentes estradas madeirenses.
Armindo Araújo estreia um novo Škoda Fabia RS Rally2 e possui um conhecimento da prova superior ao de vários dos seus adversários diretos. O piloto de Santo Tirso encara o Rali da Madeira como uma oportunidade para inverter a tendência das primeiras jornadas (sobretudo a prestação em Lisboa) e voltar a aproximar-se da discussão do campeonato. Um novo resultado menos positivo poderá, contudo, complicar ainda mais as suas contas.
José Pedro Fontes também tem objetivos ambiciosos na estreia do Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale no Rali da Madeira, até porque afirma querer vencer à geral. Com algum atraso para os primeiros classificados do CPR, o piloto necessita de alcançar um resultado de destaque, sobretudo entre os concorrentes do campeonato, para relançar a sua candidatura ao título.
Pedro Meireles, Ricardo Teodósio e Gonçalo Henriques integram igualmente o grupo de pilotos que poderá interferir na luta pelos primeiros lugares (e não esquecer Hugo Lopes). Todos já demonstraram capacidade para rodar entre os cinco primeiros nas provas do CPR e procurarão aproveitar (não só) qualquer oportunidade para reduzir a diferença para Rúben Rodrigues, como até assumir mesmo o protagonismo.
Os primeiros três ou quatro troços deverão assumir particular importância. Nas últimas edições, os pilotos que terminaram a manhã de sexta-feira nos lugares da frente foram, normalmente, aqueles que permaneceram na discussão pelo pódio até ao final.
Por isso, entrar com o ritmo certo, escolher adequadamente os pneus e encontrar rapidamente as melhores afinações serão fatores decisivos. Num rali em que um furo, um pião ou qualquer pequeno erro poderá custar vários lugares, a capacidade para conciliar rapidez e consistência deverá voltar a determinar o vencedor.



