
No decorrer da apresentação dos Vodafone Rally de Portugal 2026 foi também apresentado, em síntese, o estudo de impacto da maior prova de estrada a nível nacional.
Segundo o “Estudo do Impacto do WRC Vodafone Rally de Portugal 2025 na Economia do Turismo e Formação da Imagem dos Destinos: Portugal”, efetuado pela Universidade do Algarve, o WRC Vodafone Rally de Portugal 2025 é um relevante motor de atividade económica, com reflexos diretos no turismo, na hotelaria, na restauração e nos serviços.
Aos 193 milhões de euros gerados e cerca de um milhão de espectadores ao longo dos quatro dias de prova, acresce o consumo realizado por adeptos residentes e não residentes (turistas), equipas e organização, que proporcionou ao Estado Português uma receita fiscal bruta estimada acima dos 22, 5 milhões de euros, resultante da cobrança de IVA e de ISP. Segundo os dados apresentados no estudo o Estado poderá captar, através desta receita fiscal potencial, cerca de 23,7% do impacto económico direto total gerado pelo Vodafone Rally de Portugal no ano passado.
Do total de turistas, 64,5% são de origem nacional e 36,5% estrangeiros, provenientes de países como Espanha, França, Bélgica, Reino Unido, Estónia, Suíça, Itália, Grécia e Estados Unidos da América, entre outros. Entre os visitantes internacionais, 32,7% fizeram a sua primeira visita ao país, evidenciando a capacidade do Rally para captar novos públicos e reforçar a notoriedade internacional de Portugal. A estada média de turistas nacionais e estrangeiros fixou-se nas 2,26 noites.
A projeção mediática internacional voltou igualmente a ser expressiva, com 900 horas de broadcast televisivo internacional, reforçando a visibilidade global de Portugal enquanto destino turístico e palco privilegiado de grandes eventos desportivos.
O estudo evidencia ainda o contributo do Rally para a consolidação de uma imagem altamente positiva do país. Portugal é percecionado como um destino bonito e acolhedor, associado à natureza e à gastronomia, enquanto o próprio evento é descrito como espetacular, organizado, marcado pela adrenalina e pelo espírito de emoção e convívio. Os elevados níveis de satisfação refletem-se numa intenção significativa de regresso, que varia entre 79,1% e 81,3% no verão e entre 56,3% e 80,6% no inverno.
Além da sua dimensão desportiva, o Vodafone Rally de Portugal afirma-se também como uma referência a nível ambiental. A prova é reconhecida pelo Comité Olímpico Internacional como padrão referencial de boas práticas ambientais no desporto e detém, desde 2017, o mais elevado nível de reconhecimento ambiental atribuído pela Federação Internacional do Automóvel (FIA), refletindo o compromisso contínuo do ACP com a sustentabilidade e a organização responsável de grandes eventos.
Para Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Club de Portugal, a edição deste ano do Vodafone Rally de Portugal surge ainda mais forte. “É um orgulho continuar a ver Portugal e este rally no pelotão da frente dos ralis mundiais, com uma visibilidade que chega a todo o mundo. Estamos seguros que 2026 será mais uma grande edição, com este espírito português tão característico e com a paixão dos adeptos, que é o verdadeiro combustível para esta prova”.
Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, refere que o Vodafone Rally de Portugal é um dos eventos bandeira do turismo no país, porque “não apenas atrai muitos visitantes a zonas de menor densidade, como leva essas mesmas zonas a mais de uma centena de países por todo o mundo”.
O Presidente do Turismo da Região Centro, Rui Ventura, destacou o impacto positivo da prova no território, “sendo o exemplo da verdadeira coesão territorial, pois transporta os territórios de baixa densidade para o centro do mundo automobilístico, atraindo visitantes para zonas que têm no turismo uma das suas atividades económicas centrais”.
Já para o Presidente do Turismo da Região Norte, Luís Pedro Martins, “o Vodafone Rally de Portugal é um verdadeiro exemplo da descentralização dos eventos no país, levando ao Centro e Norte de Portugal visitantes que, muitas vezes, apenas conheceriam outras zonas do país”.



