
A participação da ARC Sport no Rallye Casinos do Algarve ficou marcada pelo abandono de Rúben Rodrigues e Rui Raimundo, mas a dupla conseguiu manter a liderança do Campeonato de Portugal de Ralis, agora com seis pontos de vantagem quando faltam duas provas para o final da temporada.
Rúben Rodrigues e Rui Raimundo capotaram o Toyota GR Yaris Rally2 na quarta classificativa, numa altura em que geriam as contas do campeonato. Apesar do desfecho antecipado, o piloto açoriano continua no comando do CPR.
“Só dependemos de nós e as contas ainda estão para ser feitas nas duas últimas provas do campeonato. No Algarve estávamos a tentar fazer uma boa prova mas, talvez devido a um exagero da nossa parte, tudo acabou por terminar muito cedo. Vamos continuar a apontar para a conquista do título”, afirmou Rúben Rodrigues.
A ARC Sport contou ainda com várias outras equipas no Algarve. Ernesto Cunha regressou ao CPR, desta vez acompanhado por António Coelho e ao volante de um Škoda Fabia RS Rally2. O piloto considerou positiva esta primeira experiência depois de uma pausa deliberada.
“Acabou por ser um bom regresso aos pisos de terra, numa prova com grande diversidade neste tipo de ralis. Gostei do traçado neste regresso e só o muito calor provocou alguma quebra física. Este ano projeto apenas fazer o Rali Vidreiro, que será mais um teste, agora em asfalto, com o novo carro, que gostei bastante”, explicou Ernesto Cunha.
Também Ricardo Sousa e Luís Marques estiveram aos comandos de um Škoda Fabia RS Rally2, numa participação sobretudo destinada à adaptação ao carro em pisos de terra.
“Foi a primeira vez com o carro em pisos de terra e o rali serviu essencialmente para ir aprendendo. Só posso dizer que adorei a experiência, embora precise de mais testes. Penso voltar no Rali Vidreiro para mais um contacto importante”, referiu Ricardo Sousa.
Paulo Neto e Carlos Magalhães completaram igualmente a prova, embora o piloto reconheça que ficou aquém do ritmo pretendido.
“Foi um rali difícil em termos físicos devido ao calor. Acho que perder um segundo por quilómetro é demasiado, o resto decorreu dentro do que esperava, com o carro sempre em excelentes condições. Estamos a planear fazer os dois ralis que faltam para o final do campeonato”, afirmou Paulo Neto.
Menos sorte tiveram Ricardo Filipe e Filipe Carvalho, que abandonaram após uma saída de estrada na penúltima classificativa.
“A explicação é muito simples, porque andámos depressa e são coisas que acontecem nos ralis. O Skoda esteve ótimo e espero vir a fazer mais provas, embora não possa programar nada para este ano, porque o carro ficou maltratado. Vamos ver, talvez o Vidreiro”, explicou Ricardo Filipe.
Para a ARC Sport, o resultado ficou aquém do esperado devido aos abandonos de Rúben Rodrigues e Ricardo Filipe, mas a luta pelo título mantém-se totalmente em aberto.
“Foi uma pena, mas estamos na liderança do campeonato e está tudo em aberto. Lamentamos as ocorrências do Rúben e do Ricardo, e saudamos as participações positivas do Ernesto, do Ricardo e do Paulo. Tudo faremos para que os objetivos das nossas equipas sejam alcançados nas próximas provas”, concluiu Augusto Ramiro.



