
O Vodafone Rali de Portugal 2026 apresenta-se com novidades relevantes, mas sem abdicar de muitos dos elementos que têm marcado as últimas edições. A estrutura do percurso preserva algumas das provas especiais mais emblemáticas, introduz novas classificativas e aumenta a distância total do rali, numa edição com tradição e alguma renovação.
Entre os elementos que transitam de 2025 para 2026, mantém-se o quartel-general, o Media Centre e o Parque de Assistência na Exponor, em Matosinhos. Também a cerimónia de arranque continuará a ter lugar no centro de Coimbra, enquanto a super especial da Figueira da Foz se mantém no programa, embora encurtada para 1,93 quilómetros.
A sexta-feira conserva Mortágua, disputada por duas passagens, e o reagrupamento com assistência remota em Arganil. No sábado, o figurino mantém-se fortemente assente em clássicos da prova portuguesa, com Cabeceiras de Basto, Amarante (que aumenta para 26,24 quilómetros e reforça o estatuto de classificativa mais longa do rali), Lousada (no circuto), Felgueiras e Paredes. Já o domingo volta a ter Fafe como grande protagonista, com dupla passagem e a segunda como Power Stage.
As principais novidades surgem logo na quarta-feira, com o shakedown, novamente em Paredes, com 5,72 quilómetros e secção final integrada no circuito de Baltar. Na quinta-feira, a prova expande-se para novas zonas com a estreia de Águeda/Sever (15,08 km) e Sever/Albergaria (20,24 km), ambas disputadas apenas uma vez.
A sexta-feira traz mudanças importantes com Arganil a crescer mais 3,24 quilómetros, Goís a somar mais 280 metros e a ser disputada em sentido inverso (e apenas uma vez), além da entrada inédita do troço da Candosa, mas mantendo a designação de Lousã, com duas passagens. No domingo, outra novidade de peso: Vieira do Minho entra no percurso, com 21,72 quilómetros, mais 4,03 quilómetros face à configuração anterior da especial, disputada por duas vezes. Também a cerimónia de pódio muda de local, passando para Fafe.
No total, o Rali de Portugal 2026 terá 1.872,52 quilómetros, mais 81,87 quilómetros do que a edição de 2025. Apesar de contar com menos uma classificativa – 23 no total – o percurso cronometrado cresce ligeiramente para 344,91 quilómetros, mais 410 metros face ao ano passado.
A relação entre quilometragem competitiva e total baixa para 18,42%, menos 0,82% do que em 2025, enquanto a média de extensão por classificativa sobe para 15 quilómetros. A mais curta será novamente a super especial da Figueira da Foz, com 1,93 km.
Com um percurso mais longo, novas especiais e alterações cirúrgicas em troços históricos, a edição de 2026 reforça identidade desportiva do Rali de Portugal, num formato que promete agradar tanto a pilotos como a adeptos.



