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Sordo e Teodósio foram notáveis

sordoO Rali Serras de Fafe 2019 não teve história no que à luta pela vitória diz respeito. O Espanhol Dani Sordo, piloto oficial da Hyundai no Mundial de Ralis, deu um recital de condução ao volante do Hyundai i20 R5, demonstrando que o ritmo do WRC é mais do que suficiente para vencer uma prova do Campeonato de Portugal de Ralis.

Sordo venceu todos os troços… menos um (que foi ganho por Armindo Araújo noutro Hyundai i20 R5), comandando do principio ao fim do rali e angariou 1m14s de vantagem para toda a concorrência.

Para o Campeonato de Portugal de Ralis houve outro rali, mas não deixou de haver mais um notável, pela monumental prestação que realizou em Fafe. Estamos claramente a falar de Ricardo Teodósio que só não comandou durante todo o rali, por que começou mal a prova, com um pião logo no troço de abertura. Mesmo assim o algarvio foi à procura do primeiro lugar e começou a vencer troços, chegando ao final do dia no alcance do regressado Ricardo Moura, que mais uma vez em Fafe estava a fazer uma excelente prova e, por isso, comandava no final do primeiro dia.

No segundo dia, foi Armindo Araújo o primeiro a dar o mote, depois de um primeiro dia algo apagado, mas Ricardo Teodósio assumiu a liderança da prova logo no troço de abertura e, a partir daí não mais parou de somar segundos de vantagem para o segundo classificado, que foi Moura até à 6ª especial e que passou a ser, Miguel Barbosa a partir daí.

Teodósio começou a acreditar que este rali já não lhe escapava à entrada para a derradeira ronda de troços, para a qual entrava com 20s de vantagem para Miguel Barbosa, que depois geriu até final para terminar com uma vitória muito merecida e incontestável e que deixa a concorrência um pouco preocupada para a restante temporada face à rapidez e eficácia demonstrada.

Miguel Barbosa fez também um excelente rali, batendo uma concorrência de peso que esteve sempre a olhar para o seu lugar, mas que não conseguiu lá chegar, face a uma excelente prestação do piloto do Skoda.

Ricardo Moura acusou um pouco a falta de ritmo com que chegou a esta prova, mas mesmo assim mostrou ter andamento suficiente para discutir a vitória que esteve ao seu alcance apesar de um segundo dia menos inspirado face ao que tinha evidenciado no primeiro.

José Pedro Fontes limitou as perdas com um quarto lugar, muito bom em termos de contas para o Campeonato de Portugal de Ralis, mas que foi insuficiente face aos objetivos que o piloto tinha para esta prova. Não é o seu terreno de eleição e, por isso, Fontes nunca foi protagonista desta prova na luta pela vitória.

Muito trabalho tem Bruno Magalhães após o Rali Serras de Fafe. O Hyundai não pareceu respira saúde, nem pareceu que o piloto tivesse ainda à vontade com a máquina, mas pontuar na prova de abertura já foi excelente para quem quer lutar pelo título. Certamente que se esperava um pouco mais de Bruno Magalhães, mas certamente também que o piloto vai ter muito trabalho pela frente.

Armindo Araújo teve um rali difícil. Perdeu muito tempo nos troços do primeiro dia, mas teve um início de segundo dia ao ataque, vencendo troços e ameaçando o segundo lugar de Miguel Barbosa, mas repentinamente o motor do i20 R5 começou a falhar atirando o piloto para lugares recuados. Depois voltou ao ataque, chegando ao 6º lugar, e tendo a honra de vencer um troço à geral, como prémio de consolação, sendo o único piloto que bateu Daniel Sordo neste rali.

Estreia muito difícil para Pedro Meireles do VW Polo R5. A expetativa era alta, mas tudo começou a correr mal logo no Qualifying, ao capotar em “câmara lenta” e ao longo da prova esteve longe do que esperava, vindo a desistir com a quebra da direção, provavelmente motivado pelo azar do dia anterior.

Nas duas rodas motrizes a vitória foi para Daniel Nunes, o campeão em título, que assim não deixou os seus créditos por mãos alheias. Hugo Lopes, também em Peugeot 208 R2 ficou no segundo lugar demonstrando ums boa evolução ao volante deste carro, logo seguido de Paulo Neto no Citroen DS3 R3T Max, que foi penalizado em 10s, o que lhe custou mesmo a posição intermédia do pódio.

Vitória categórica no Troféu Peugeot para Pedro Antunes, que foi secundado por outro português, Daniel Nunes.

Nota menos para a expetativa de qualidade que uma lista com quase 30 R5 deixava a entender, mas que nada realidade se veio a provar que a quantidade não é qualidade.

COMANDANTES SUCESSIVOS
Dani Sordo (Pec 1 a 13)

VENCEDORES DE TROÇOS

Dani Sordo (13); Armindo Araújo (1)

CLASSIFICAÇÃO FINAL (provisória)
serrasfinal18

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