
Depois da incompreensível (in)decisão, por parte da FPAK, de avançar para as nove provas do Campeonato de Portugal de Ralis, com o absurdo de não retirar o Rally de Portugal do calendário e de descriminar duas provas do ponto de vista regulamentar face a todas as restantes (algumas delas bem piores que essas duas), tudo indica que 2026 poderá ser um ano interessante, sobretudo do ponto de vista dos projetos.
Até ao momento praticamente todos os pilotos portugueses que fizeram o CPR em 2025, manifestaram vontade e intenção de continuar em 2026. Já existem alguns novos e interessantes projetos confirmados, como é o caso de Henrique Moniz, com um Skoda Fabia Rally2 Evo, da Domingos Sport e Pedro Silva que irá tripular um novo Lancia Ypsilon Rally4 da recém-constituída equipa Vision Motorsport.
Também já tínhamos dado conta do interesse de André Cabeças fazer um conjunto de provas no CPR (a começar já no Vidreiro), com o seu Citroen C3 Rally2, estando o carro a ser alvo de um “upgrade”, recebendo todas as mais recentes evoluções técnicas disponíveis.
Quanto aos pilotos da “frente” será quase certo que Armindo Araújo fará mais uma época com a The Racing Factory ao volante do Skoda Fabia RS Rally2.
José Pedro Fontes está a trabalhar no seu projeto para o Lancia Ypsilon Rally2 (rumores indicam que o carro chegará em Fevereiro próximo).
Certa parece ser também a continuidade do Team Hyundai e da Toyota, mas desta vez sem estrangeiros. Logicamente que os nomes que estão a ser falados passam por Gonçalo Henriques e Hugo Lopes. Manda a tradição que a Toyota tenha um piloto ganhador, sempre foi assim na sua história, sendo talvez a maior incógnita neste momento.
Quanto a Ricardo Teodósio, o piloto algarvio tinha a ideia de disputar o Masters no WRC, mas os elevados custos poderão manter o piloto no CPR com o Toyota, para lutar pelo título nacional como recentemente afirmou no Rally de Albufeira.
Também já aqui tínhamos dito que Pedro Lago Vieira, vencedor do Portugal Rally Series, quer levar o Toyota GR Yaris Rally2 para o CPR, alugado à Larena Racing, que poderá ter um segundo carro a correr também em Portugal.
Dois campeões de 2025 que andaram pelas duas rodas motrizes deverão subir para as quatro rodas motrizes. Ricardo Sousa tem garantida a estreia num Rally2, tudo indica com um Citroen c3 Rally2, enquanto rumores falam da possibilidade de Guilherme Meireles tripular um Hyundai i20 Rally2.
Logicamente que se espera a continuidade de projetos como o de Diogo Marujo (até com um Rally2 mais evoluído), Pedro Almeida, Rúben Rodrigues e Ernesto Cunha.
Ricardo Filipe (apenas as provas de terra), Paulo Caldeira (apenas algumas provas) e Paulo Neto também deverão marcar presença no CPR em 2026.



