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Rali da Madeira com figurino renovado em 2026

CAMPEONATO DE PORTUGAL DE RALIS

Fonte: Governo Regional da Madeira

O presidente do Club Sports da Madeira, Paulo Fontes (ouvir declarações), entregou, esta manhã, ao Secretário Regional da Economia, a candidatura ao contrato programa para a realização da 67.ª Edição do Rali da Madeira. Com um percurso renovado, que concentra competição nas serras do Funchal, Santa Cruz e Santana, o rali tem 15 provas especiais, cerca de 200 quilómetros cronometrados, quatro passagens no Chão da Lagoa e o regresso das classificativas míticas da Ponta do Pargo – Santa do Porto Moniz.

O Rali da Madeira 2026 vai apresentar um figurino profundamente renovado, com forte aposta nas serras e na criação de mais zonas de espetáculo em segurança para o público, numa edição que também se associa às comemorações dos “50 Anos da Autonomia da Região Autónoma da Madeira”. A prova decorrerá de 30 e 31 de julho e 1 de agosto e deve manter a subvenção pública de 450 mil euros, igual à do ano passado, assumida pelo Governo Regional da Madeira.​

Em declarações após a entrega da candidatura ao Secretário Regional da Economia, José Manuel Rodrigues, o presidente do Club Sports da Madeira, Paulo Fontes, explicou que o principal objetivo foi apresentar pessoalmente o pedido de apoio público e “dar em primeira mão”, ao secretário regional as linhas mestras do novo percurso, programa e itinerário da prova. “Quis ser a primeira pessoa a dar conhecimento ao senhor secretário de algumas situações e inovações que queremos introduzir”, sublinhou, destacando a preocupação em modernizar o evento sem perder a sua identidade.​

A estrutura competitiva do Rali da Madeira 2026 será centrada em 15 provas especiais de classificação, num total próximo dos 205 quilómetros cronometrados.

A competição arranca, como é tradição, na quinta‑feira com a superespecial da Avenida do Mar, que o clube quer transformar cada vez mais numa grande arena urbana, com mais lugares e melhores condições para os espectadores.

Na sexta-feira, o dia será particularmente intenso, com oito classificativas e cerca de 120 quilómetros, incluindo passagens por Campo de Golfe, Palheiro Ferreiro, Chão da Lagoa, Poiso, Santana e descida para o Ribeiro Frio. “Vamos ter quatro passagens no Chão da Lagoa e quatro no Poiso, com variantes que terminam depois do Ribeiro Frio, oferecendo vários pontos para o público assistir em segurança”, detalhou Paulo Fontes.​

No sábado, o rali ruma ao oeste da ilha, recuperando algumas das classificativas mais emblemáticas da história da prova, como Ponta do Sol, Ponta do Pargo/Achadas da Cruz/Santa do Porto Moniz, e encerrando com a “Serra d’Água em formato de Power Stage”. No conjunto do fim de semana, será cumprido um duplo “round” de três provas especiais no sábado, somando cerca de 80 quilómetros, e permitindo múltiplas passagens dos pilotos nas mesmas zonas para maximizar o espetáculo.​

Uma das grandes apostas da organização passa por concentrar o rali fora das zonas habitacionais, privilegiando as serras dos concelhos do Funchal, Santa Cruz e Santana, e criando áreas específicas para o público, com mais conforto e segurança. Paralelamente, o Club Sports da Madeira pretende rentabilizar melhor o evento, reforçando receitas próprias através dessas zonas de espetáculo e mantendo a aposta na captação de investimento privado, que considera essencial numa prova que classifica como “a maior montra da Madeira em termos de visibilidade de um evento desportivo”.​

A edição de 2026 será também marcada por uma forte componente simbólica, associando-se às celebrações dos “50 Anos de Autonomia da Região Autónoma da Madeira”. Paulo Fontes recorda que o salto competitivo e mediático do Rali Vinho Madeira no Campeonato da Europa só foi possível graças ao apoio continuado dos órgãos de governo próprio e das entidades públicas ao longo das últimas décadas. Para assinalar a efeméride, o clube prepara uma nova imagem do rali e uma linha de merchandising com particular enfoque no público jovem, reforçando a ligação afetiva entre o rali e a população madeirense.​

Quanto ao pelotão de 2026, o dirigente admite que ainda é cedo para anunciar nomes, uma vez que os vários campeonatos estão apenas a começar, mas deixa garantias. “Primeiro, olhamos para o Campeonato de Portugal de Ralis, porque fazemos parte do Nacional e os pilotos que o disputam têm de estar na Madeira”, afirmou, acrescentando que o clube continuará a trabalhar para trazer à ilha pilotos rápidos e que andam bem nas estradas madeirenses. Os contactos com equipas e pilotos já começaram, mas “ainda muito numa fase embrionária”, que será aprofundada após a conclusão do percurso e programa do Rali da Madeira 2026.​

Apesar de a componente de apoio público estar “fechada” nos 450 mil euros, Paulo Fontes sublinha que é responsabilidade da organização aumentar as receitas próprias e reforçar a parceria com o tecido empresarial privado. A concentração do rali em zonas com múltiplas passagens, a criação de espaços dedicados ao público e a aposta na imagem e merchandising são algumas das ferramentas com que o Club Sports da Madeira pretende garantir a sustentabilidade e o crescimento do evento nos próximos anos.

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