
A primeira metade da temporada de 2026 confirmou a evolução de Ricardo Filipe no Campeonato de Portugal de Ralis. O piloto algarvio, que representa as cores da Olha o Cogumelo, apresentou níveis crescentes de confiança e competitividade ao volante do Skoda Fabia R5.
A época começou no Rali Terras D’Aboboreira, onde Ricardo Filipe terminou entre os 11 primeiros concorrentes do CPR. O resultado constituiu um primeiro indicador positivo numa temporada em que o objetivo passa por acumular quilómetros, melhorar a adaptação ao carro e ganhar consistência num contexto muito competitivo.
Seguiu-se o Vodafone Rally de Portugal, prova do Campeonato do Mundo de Ralis cuja primeira etapa também pontuava para o CPR. Apesar de a participação ter terminado devido a problemas mecânicos, Ricardo Filipe chegou a ocupar uma posição entre os três melhores pilotos portugueses.
“Este Rali de Portugal vai ficar para sempre na nossa memória. Foi uma experiência única, um desafio tremendo, daqueles que nos levam ao limite e que muito nos ensinam”, afirmou o piloto após a prova, na qual uma falha de embraiagem ditou o abandono.
O regresso ao asfalto, no Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, marcou um dos momentos mais positivos desta primeira metade da temporada. Depois de quase um ano sem competir neste tipo de piso, Ricardo Filipe iniciou também a ligação à ARC Sport, estrutura que passou a assegurar a preparação e a assistência do Skoda Fabia R5.
Nas rápidas e exigentes classificativas da Beira Baixa, Ricardo Filipe e Filipe Carvalho terminaram no sétimo lugar absoluto, conseguindo ainda registar um tempo entre os cinco mais rápidos numa das especiais.
“Foi um rali muito positivo, disputado a um ritmo frenético, no qual fomos capazes de mostrar uma enorme evolução. Fizemos bons tempos, encontrámos cada vez mais confiança no carro e saímos de Castelo Branco ainda mais motivados”, destacou Ricardo Filipe.
A ligação à ARC Sport assumiu, desde então, um papel importante no crescimento competitivo do piloto. “O Skoda Fabia R5 funcionou de forma perfeita. A ARC Sport realizou um grande trabalho na preparação e no acompanhamento do carro”, referiu, sublinhando igualmente o apoio da equipa na sua evolução enquanto piloto.
A passagem pela Madeira trouxe novas exigências e mais quilómetros importantes. No Rali da Calheta, já acompanhado por Rui Rodrigues, Ricardo Filipe aproveitou a prova para preparar a participação no Rali da Madeira e conhecer melhor as particularidades dos pisos madeirenses.
A dupla terminou no oitavo lugar absoluto e foi a terceira melhor entre as equipas que disputam o Campeonato de Portugal de Ralis, registando vários tempos entre os dez primeiros.
“O Rali da Calheta foi um teste excelente para o Rali da Madeira. Conseguimos fazer quilómetros, ganhar ritmo e perceber melhor este asfalto tão particular”, explicou o piloto algarvio.
No Rali da Madeira, Ricardo Filipe e Rui Rodrigues voltaram a apresentar um andamento consistente. A dupla encontrava-se na luta pelo Top 10 entre as equipas pontuáveis para o CPR e dentro dos 20 primeiros da classificação absoluta quando a quebra de uma transmissão, na sétima classificativa, em Ribeiro Frio, provocou o abandono.
“Foi um final infeliz para um rali que estava a ser muito positivo. Até aí, estávamos a fazer aquilo que tínhamos planeado: rápidos, consistentes e sem exageros”, resumiu Ricardo Filipe.
O balanço da primeira metade da época fica marcado pelo sétimo lugar em Castelo Branco, pelo oitavo posto na Calheta e por vários tempos competitivos nas classificativas. Apesar dos abandonos no Rali de Portugal e no Rali da Madeira, o piloto mostrou-se mais confiante, consistente e adaptado ao Skoda Fabia R5.
Na segunda metade da temporada, Ricardo Filipe pretende concentrar o trabalho nos pisos de terra, privilegiando a acumulação de quilómetros e a consolidação do ritmo competitivo neste tipo de superfície.
O objetivo será, segundo o piloto, “privilegiar a evolução em terra, acumulando quilómetros, consolidando ritmo e transportando para esse piso a confiança competitiva que temos vindo a construir”.


