
Nota-se bem que a Exponor está mesmo em fim de ciclo para o Vodafone Rally de Portugal. O ambiente vivido em edições de há vários anos era outro e os meios oferecidos por este espaço estão devolutos. A mudança para zona da Feira de São Mateus, em Viseu, como centro Operacional a partir da próxima edição da prova pode ser (tem mesmo de ser) uma lufada de ar fresco para este importante evento. Digamos que cheira mesmo a fim de ciclo.
Ana Abrunhosa, Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, disse à Centro TV que Coimbra só volta a apoiar o Vodafone Rally de Portugal se tiver uma super-especial. Os atuais 200 mil euros (negociados com o anterior executivo) são manifestamente “elevados” para Coimbra ter apenas a partida oficial da prova.
Aliás, mudanças para a edição de 2026 vão ser necessariamente muitas, a começar pelo Centro Operacional em Viseu. Rumores indicam que a prova terá apenas 1/3 das classificativas a norte, que será também mais concentrada (a edição deste ano tem apenas 18% de troços no total de quilometragem da prova) e que provavelmente haverá troços na zona de Dão / Lafões e até uma pouco mais a sul, mantendo-se as zonas de Arganil, Lousã, Góis e Mortágua. Pode ser que durante a realização desta edição possam ser divulgadas alguns detalhes mais.
Felizmente que Mundial de Ralis não aderiu de novo à moda das Qualifying Stage como aconteceu recentemente na prova internacional de abertura do Campeonato de Portugal de Ralis. O Shakedown é um dos momentos mais espetaculares do Vodafone Rally de Portugal, tal como está e como esteve este ano, com a passagem dos principais pilotos continuamente.
Será que a prova a contar para o Campeonato de Portugal de Ralis também vai ter relatório no final por parte da FPAK? Com apenas 14 inscritos, sendo os pilotos obrigados a cumprir todos os regulamentos e preceitos da FIA em termos de Mundial de Ralis (inclusive a obrigação de usar pneus Hankook), será difícil poder ter relatórios equilibrados face à maioria das restantes provas.


