
O Rally de Lisboa foi apresentado oficialmente, em Mafra, marcando o arranque público de uma edição que assume especial importância para a organização, para os municípios envolvidos e para todos os parceiros que têm contribuído para a afirmação desta prova no panorama do automobilismo nacional.
Organizado pelo CPKA, o Rally de Lisboa volta a reunir um conjunto alargado de entidades, autarquias e patrocinadores, numa demonstração clara da dinâmica que a prova tem vindo a criar desde a sua primeira edição. Mais do que uma competição desportiva, o evento afirma-se hoje como uma marca com identidade própria, capaz de mobilizar territórios, populações e agentes ligados ao desporto automóvel.
Durante a apresentação oficial, foi sublinhado o esforço desenvolvido nos últimos meses pela organização. A preparação da prova voltou a revelar-se exigente, com alterações ao percurso, ajustamentos logísticos e a necessidade de articular diversos meios no terreno. Ainda assim, a estrutura organizativa destacou a motivação e o empenho de todos os envolvidos, assumindo que este tem sido um dos maiores desafios desde a criação do evento. “Foi muito difícil colocar a prova na estrada”, começou por dizer Humberto Vairinhos, presidente do CPKA, explicando que “não são as classificativas que gostaríamos de fazer, tínhamos outra ideia e o rali montado, mas fizemos o rali possível depois das tempestades. Mesmo assim, acho que o rali mantém uma excelente estrutura, com muitas novidades e que serão do agrado de todos”.
A entrada do Rally de Lisboa no Campeonato de Portugal de Ralis representa um passo relevante para a prova e para o CPKA, reforçando a sua dimensão competitiva e aumentando também as exigências ao nível da organização. “A presença no principal campeonato nacional traz maior visibilidade, mais responsabilidade e um nível competitivo superior, mas confirma igualmente o crescimento sustentado do projeto”, refere o responsável do CPKA.
Um dos aspetos destacados foi a forte ligação da prova aos territórios por onde passa. Os municípios envolvidos têm assumido um papel determinante na criação das condições necessárias para acolher o rali, não apenas do ponto de vista desportivo, mas também enquanto evento com impacto económico, social e promocional. O envolvimento das populações, das empresas locais e das instituições foi apontado como um dos fatores que mais tem contribuído para a consolidação do Rally de Lisboa.
Foi igualmente referido que o rali tem permitido levar o desporto automóvel para junto do público, criando momentos de grande proximidade entre os adeptos, as equipas e os mais diversos protagonistas da modalidade. “A experiência da edição anterior, marcada por uma forte presença de espectadores, deixou sinais muito positivos e aumentou a expectativa para a nova edição”, reconhece Humberto Vairinhos.
Os troços escolhidos prometem dificuldades para pilotos e navegadores, combinando zonas técnicas, ritmo elevado e condições que exigirão concentração máxima ao longo de todo o percurso. A Super Especial volta a assumir particular destaque, sendo realizada em Mafra, ao lado do Covento, sendo encarada como um dos momentos altos do programa e uma oportunidade para aproximar ainda mais o público da modalidade.
Na apresentação foi também destacada a importância da segurança. A organização apelou ao cumprimento das indicações das autoridades, comissários e elementos de segurança, lembrando que o sucesso do evento depende também do comportamento responsável dos espectadores. O objetivo passa por proporcionar um grande espetáculo, mas sempre dentro das melhores condições de segurança para público, equipas e organização.
“A expectativa é elevada e a organização acredita que estão reunidas as condições para proporcionar um fim de semana em grande ao nível do desporto automóvel, com emoção, competitividade e forte envolvimento popular”, afirma o presidente do CPAK.



