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Rally de Lisboa terá um novo vencedor nas contas do CPR

CAMPEONATO DE PORTUGAL DE RALIS 2026

A terceira prova do Campeonato de Portugal de Ralis, o Rally de Lisboa, vai para a estrada nos dias 29 e 30 de maio, marcando a estreia da competição lisboeta no principal escalão dos ralis nacionais.

Depois de, nos últimos anos, ter integrado a Taça de Portugal de Ralis, a prova organizada na região da Grande Lisboa sobe agora de patamar e passa a fazer parte do calendário do Campeonato de Portugal de Ralis, num momento que está a gerar grande expectativa entre pilotos, equipas e público.

A chegada do Rally de Lisboa ao CPR representa também uma oportunidade para a principal região do país (em termos populacionais) receber os principais protagonistas do campeonato, numa prova que, segundo o CPKA (entidade organizadora) promete muita emoção, forte competitividade e uma presença significativa de adeptos ao longo dos troços. Com uma lista de inscritos muito interessante, talvez a melhor do campeonato até ao momento, estão reunidos todos os ingredientes para um fim de semana de grande espetáculo.

Entre os principais favoritos surge, naturalmente, Armindo Araújo, ao volante do Skoda Fabia RS Rally2. O multicampeão nacional já venceu esta prova no passado e parte para Lisboa como um dos nomes de maior destaque. Além disso, não terá Ruben Rodrigues como adversário direto nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis, uma vez que o piloto do Toyota GR Yaris Rally2, apesar de estar presente na prova, não pontua para o campeonato. Ruben Rodrigues venceu as duas primeiras provas da temporada, disputadas em pisos de terra, pelo que a sua ausência na luta pelos pontos abre uma janela de oportunidade para os seus adversários diretos.

Ainda assim, Armindo Araújo não terá tarefa facilitada. José Pedro Fontes, profundo conhecedor dos troços do Rally de Lisboa, onde competiu nos últimos anos (vencendo mesmo a edição de 2025), surge como um dos pilotos com argumentos para discutir os lugares da frente. O piloto do Lancia Ypsilon HF Integrale Rally2 vai procurar fazer valer a sua experiência e o conhecimento que tem das especiais da região de Lisboa, tentando impor-se numa prova onde esses fatores poderão ter um peso importante.

Também os pilotos do Team Hyundai Portugal prometem estar em destaque. Gonçalo Henriques e Hugo Lopes, dois jovens valores do campeonato, já mostraram rapidez em provas anteriores e chegam ao asfalto lisboeta com vontade de confirmar o seu potencial. Embora não tenham o mesmo conhecimento dos troços de Armindo Araújo ou José Pedro Fontes, têm qualidade e andamento para se intrometerem na luta pelos lugares cimeiros. Caso consigam entrar na discussão da vitória, a prova ganhará ainda mais interesse competitivo e o campeonato também.

Outro nome a ter em conta é Ricardo Teodósio. O piloto algarvio, este ano ao volante de um Citroën C3 Rally2, estreia-se em asfalto com este carro no CPR, o que poderá ser o seu principal handicap. Ainda assim, Teodósio foi segundo classificado no Rally de Lisboa no ano passado, quando a prova pontuava para a Taça de Portugal, e esse conhecimento poderá ajudá-lo a ser competitivo. Depois de duas primeiras provas menos conseguidas no campeonato, o Rally de Lisboa poderá ser uma oportunidade para regressar aos lugares da frente… embora ande arredados os lugares do pódio há algum tempo.

Pedro Almeida é outro piloto que merece destaque. Integrado na estrutura oficial da Toyota, ao volante do GR Yaris Rally2, chega ao Rally de Lisboa com condições técnicas para discutir os primeiros lugares. A rapidez já demonstrada em provas anteriores confirma o seu potencial, mas a consistência será determinante para transformar esse andamento num resultado forte. Nesta altura, Pedro Almeida ocupa o segundo lugar do campeonato e, com Ruben Rodrigues sem pontuar nesta prova, um bom resultado poderá mesmo permitir-lhe chegar à liderança do Campeonato de Portugal de Ralis após o Rally de Lisboa.

Entre os pilotos a seguir com particular atenção está também Rui Madeira, que surge ao volante de um Hyundai i20 N Rally2. O veterano piloto venceu recentemente o Rally das Camélias com o mesmo carro, numa prova que partilha alguns troços ou zonas semelhantes às do Rally de Lisboa. A sua experiência poderá ser um fator determinante, embora a menor rodagem competitiva face aos pilotos que disputam regularmente o campeonato possa condicionar o seu ritmo. Ainda assim, o objetivo assumido de terminar no top 5 parece estar perfeitamente ao seu alcance, podendo mesmo ambicionar algo mais se a prova lhe correr de feição.

Um dos pontos de maior interesse será a estreia de Ricardo Sousa num carro de quatro rodas motrizes. O jovem piloto, vencedor das duas rodas motrizes e do troféu Peugeot no ano passado, estreia-se no Skoda Fabia RS Rally2 precisamente numa prova disputada perto de casa. Não estando inscrito no campeonato, poderá encarar o rally com menor pressão competitiva, focado sobretudo na aprendizagem, na evolução e na adaptação ao novo carro. Ainda assim, sendo reconhecidamente um piloto rápido, será muito interessante perceber onde se poderá posicionar face a adversários mais experientes em viaturas Rally2.

Diogo Marujo poderá ter uma palavra a dizer. Piloto da região, tem acumulado muitas provas ao longo do último ano, tanto no campeonato como fora dele, chegando a Lisboa com um ritmo competitivo muito interessante. O conhecimento das estradas e a motivação extra de correr perto de casa poderão ajudá-lo a entrar na luta por um lugar no top 5.

A evolução de Guilherme Meireles e Henrique Moniz será outro ponto de interesse. Ambos competem com Skoda Fabia Rally2 e chegam a esta prova com o objetivo principal de ganhar quilómetros e experiência em asfalto. Depois de sinais positivos em provas anteriores, terão no Rally de Lisboa uma oportunidade importante para continuar a adaptação aos carros e perceber em que patamar se podem posicionar face à concorrência.

João Barros regressa também às provas do Campeonato de Portugal de Ralis com um Skoda Fabia RS Rally2. Trata-se de um piloto reconhecidamente rápido, capaz de bons momentos sempre que está presente, mas a falta de ritmo competitivo poderá dificultar a luta direta pelos lugares do pódio. Ainda assim, a sua presença acrescenta qualidade e interesse à lista de inscritos.

Entre os Toyota GR Yaris Rally2 oficiais, destaque ainda para Rafael Rego, que se apresenta com um novo navegador, Nuno Mota Ribeiro. Depois da desistência na primeira prova que realizou, o principal objetivo passa por somar quilómetros, conhecer melhor o carro em asfalto e ganhar confiança. Por isso, não será expectável vê-lo na luta direta pelos lugares do pódio, mas a sua evolução ao longo do rally será certamente acompanhada com atenção.

Para além da luta pelos lugares da frente, o Rally de Lisboa será também palco das competições de duas rodas motrizes, da Peugeot Rally Cup e do Clio Trophy, duas competições monomarca que prometem animar ainda mais a prova. Haverá igualmente curiosidade em torno da estreia do FPAK Junior Team, com novos jovens valores a integrarem esta competição e a darem os primeiros passos nos ralis.

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