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Apenas 8 pilotos nas primeiras quatro provas do regional norte

CAMPEONATO NORTE DE RALIS

Realizadas as primeiras quatro provas do Campeonato Norte de Ralis, Rali Serra da Cabreira, Historic Rally de Fafe, Rali Santo Tirso e Rali de Gondomar, o cenário é ainda mais “penoso” do que o que foi analisado, qui no Ralis Online, para o Campeonato Centro de Ralis.

A análise às listas de inscritos dessas quatro primeiras provas do Campeonato Norte de Ralis permite retirar uma conclusão: há volume de participantes, mas a regularidade dos competidores ao longo do campeonato (prova a prova) continua a ser um dos maiores desafios.

Num universo de 104 pilotos diferentes que marcaram presença em pelo menos uma das quatro provas realizadas, apenas oito disputaram todas as rondas!!! Este é, talvez, o dado mais relevante da primeira fase da época. Demonstra que o campeonato consegue atrair muitos pilotos, mas que o núcleo verdadeiramente assíduo é relativamente curto. Quer isto também dizer, que existem poucos pilotos interessados em disputar na realidade este campeonato e os títulos que questão.

Esta análise torna-se ainda mais evidente quando se observa que apenas 13 pilotos estiveram presentes em três ou quatro provas. Ou seja, pouco mais de uma dezena de concorrentes assegurou uma participação consistente, capaz de dar continuidade desportiva à luta pelo campeonato e às diferentes categorias. São estes pilotos que, na prática, sustentam a componente competitiva da época.

Em sentido oposto, destaca-se o número muito elevado de presenças pontuais. Foram 68 os pilotos que participaram apenas numa das quatro primeiras provas. Este dado mostra que quase dois terços do universo total de pilotos tiveram uma participação isolada, provavelmente motivada por fatores como a proximidade geográfica, o orçamento disponível, o interesse específico numa determinada prova, a (in)compatibilidade com outros calendários ou até a preparação de outros objetivos desportivos. Porém, talvez o problema seja mesmo provas a mais.

Importa, ainda assim, olhar para estes números com frieza. A presença de 104 pilotos diferentes confirma a capacidade de atração das provas do Campeonato Norte de Ralis, sendo que agora o interesse é perceber que razões os variam participar em mais provas.

Este fenómeno mostra duas realidades em simultâneo. Por um lado, o campeonato tem dimensão, diversidade e capacidade para mobilizar muitos concorrentes. Por outro, revela alguma dificuldade em fixar pilotos ao longo de várias provas, o que pode limitar a intensidade da discussão dos títulos e a perceção de continuidade competitiva… algo muito importante quando se disputam campeonatos, isto é, se não existe competitividade o interesse diminuiu drasticamente.

Estes dados significam que a saúde do campeonato não deve ser avaliada apenas pelo número de inscritos em cada evento, mas também pela capacidade de manter os mesmos pilotos ao longo da época, o que de facto não tem acontecido, sendo algo que se vai agravando de ano para ano.

Num campeonato regional, é natural que existam participações pontuais. Muitos pilotos escolhem provas próximas, mais acessíveis ou com maior ligação pessoal. No entanto, quando o número de presenças únicas é tão expressivo, a reflexão torna-se necessária. A consolidação de um campeonato passa também por criar condições para que mais equipas consigam cumprir várias provas, tornando a competição desportivamente mais disputada e competitiva.

A quem compete criar as condições? Sim, é isso mesmo, é à FPAK

Resumo das provas:
4 provas: 8 pilotos
3 provas: 5 pilotos
2 provas: 23 pilotos
1 prova: 68 pilotos
Total de pilotos diferentes: 104 pilotos

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