
Num campeonato com a dimensão do Campeonato de Portugal de Ralis (9 provas), a avaliação das provas não se faz apenas pelo cronómetro mas também pela forma como cada organização prepara, estrutura e executa o seu evento.
A pontuação dos relatórios de observador da FPAK é, por isso, um indicador relevante para perceber o nível organizativo das provas, embora seja apenas divulgada a pontuação dos relatórios e não o detalhe dos mesmos (que deveria acontecer), como forma de explicar estas pontuações e assim evitar suspeições.
Nesta primeira fase do CPR 2026, o Vodafone Rally de Portugal surge destacado, com 659 pontos, seguido do Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, com 516, e do Rali Terras D’Aboboreira, com 473. O Rally de Lisboa, com 405 pontos, fecha o conjunto das provas já avaliadas. Só conhecendo em detalhe os relatórios se poderá fazer perceber melhor estas pontuações.
Mais do que estabelecer uma hierarquia, estes números deveriam servir (se fosse conhecido em detalhe os relatórios publicamente) como ferramenta de análise e melhoria contínua. Num calendário cada vez mais competitivo, onde federação, clubes, equipas e pilotos exigem padrões elevados, a qualidade organizativa é certamente também uma forma de valorizar o campeonato… mas sem o detalhe torna-se difícil fazê-lo.




