
O Rali da Água – Transibérico – Eurocidade Chaves/Verín, sexta jornada do Campeonato de Portugal de Ralis, terminou com um sentimento de desilusão para a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal. Pedro Almeida e António Costa concluíram a prova no sexto lugar, depois de um contratempo na super-especial de sexta-feira, enquanto Rafael Rêgo e Nuno Mota Ribeiro, que chegaram a estar na luta pela vitória, foram obrigados a desistir após dois furos.
O primeiro dia começou de forma positiva para as duas duplas. Rafael Rêgo e Nuno Mota Ribeiro fecharam a etapa de sexta-feira no segundo lugar da geral, a apenas 5,3 segundos do líder, enquanto Pedro Almeida e António Costa chegaram ao último troço do dia na terceira posição e ainda envolvidos na luta pelos lugares da frente.
A super-especial noturna da Rota Termal acabou, contudo, por alterar o cenário para Pedro Almeida. Uma saída de estrada deixou o Toyota GR Yaris Rally2 imobilizado numa rotunda, obrigando à intervenção da assistência e provocando uma perda superior a dois minutos, que afastou definitivamente a dupla da luta pela vitória.
No sábado, Rafael Rêgo voltou a confirmar o ritmo demonstrado no primeiro dia. O piloto venceu a primeira classificativa da jornada e repetiu o melhor tempo na especial seguinte, chegando a ficar a apenas 1,4 segundos da liderança. Um furo começou, porém, por comprometer as suas aspirações e o desgaste acabou por ditar a desistência antes do final da prova.
Pedro Almeida, por seu lado, continuou a mostrar velocidade ao longo da segunda etapa. Apesar de não conseguir recuperar o tempo perdido na noite anterior, manteve-se entre os mais rápidos e somou pontos na Power Stage, terminando o rali na sexta posição da geral.
“Não foi o resultado que esperávamos e, naturalmente, estamos insatisfeitos. Perdemos a possibilidade de lutar pela vitória na super especial de sexta-feira, quando uma saída de estrada nos deixou presos numa rotunda e nos fez perder mais de dois minutos, afastando-nos dos primeiros lugares. No restante rali, demonstrámos um bom ritmo: somámos pontos na Power Stage e estivemos sempre entre os mais rápidos. Fica o amargo de não termos conseguido lutar pela vitória, quando provámos ao longo da prova que tínhamos andamento para isso”, afirmou Pedro Almeida.
Também Rafael Rêgo saiu de Chaves com a sensação de que o resultado final não refletiu o andamento demonstrado ao longo da prova.
“É difícil terminar assim um rali em que estávamos a lutar pela vitória. Sentíamo-nos muito bem com o carro, tínhamos um bom ritmo e acreditávamos que podíamos discutir o primeiro lugar até ao fim. Infelizmente, os dois furos acabaram por nos retirar essa possibilidade. Faz parte dos ralis e agora temos de olhar em frente. Estivemos perto de concretizar um sonho. Fica a confiança pelo andamento que demonstrámos”, referiu Rafael Rêgo.



