
O Demoporto, entidade organizadora do Rally 6 Cities North of Portugal, emitiu um comunicado para esclarecer a polémica em torno da ordem de partida dos concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) e do Campeonato da Europa de Ralis (ERC), explicando que as regras são determinadas pela Federação Internacional do Automóvel (FIA).
Na sequência das críticas feitas por algumas equipas e pilotos nacionais relativamente às condições de participação no Rally 6 Cities North of Portugal, o Demoporto veio esclarecer que a regulamentação da FIA se sobrepõe à da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), uma vez que a prova integra o calendário do Campeonato da Europa de Ralis.
Segundo o clube organizador, os concorrentes dispõem de três possibilidades de participação. A primeira passa pela inscrição no ERC, mediante o pagamento de uma taxa à FIA e da inscrição na prova ao organizador, garantindo o acesso à Qualifying Stage e uma posição na ordem de partida determinada pelo palmarés, resultados e classificação no campeonato europeu.
A segunda possibilidade permite participar na caravana do ERC sem pagar a inscrição no campeonato à FIA, mas sem acesso à Qualifying Stage e com uma posição de partida posterior à dos pilotos inscritos no Europeu.
Por último, os concorrentes podem optar por disputar exclusivamente a prova do CPR, integrando uma caravana que, habitualmente, parte cinco minutos depois do último concorrente do ERC.
O Demoporto esclarece ainda que, apesar de o ERC e o WRC serem supervisionados pela FIA e geridos pelo mesmo promotor, os dois campeonatos estão sujeitos a regulamentações desportivas distintas, o que explica as diferenças verificadas na definição da ordem de partida.
Demoporto já tentou alterar as regras
Um dos pontos mais relevantes do comunicado prende-se com a posição assumida pelo clube relativamente a esta regulamentação.
O Demoporto garante que já desenvolveu diligências no passado e também antes da edição de 2026, embora sem sucesso, para procurar alterar as regras atualmente aplicadas ao ERC, aproximando-as do modelo utilizado no Campeonato do Mundo de Ralis.
O organizador reafirma a sua disponibilidade para continuar a defender essa alteração junto da FIA, salientando, contudo, que qualquer modificação regulamentar terá de ser proposta à Comissão de Ralis da Federação Internacional do Automóvel e, posteriormente, aprovada pelo Conselho Mundial da entidade.
Este esclarecimento surge depois de várias críticas à ordem de partida dos concorrentes nacionais, que tiveram de enfrentar os troços já bastante degradados pela passagem dos participantes no ERC, numa prova marcada pela dureza dos pisos e pelas dificuldades acrescidas para os pilotos do Campeonato de Portugal de Ralis.



