João Barros vence “braço de ferro”
Foi grande o Rali de Castelo Branco muito por “culpa” de José Pedro Fontes e de João Barros que se entregaram a uma tremenda luta pela vitória com vantagem final para o piloto do Ford Fiesta R5.
Depois de um pião no primeiro dia, João Barros nunca baixou os braços e foi pressionando sempre José Pedro Fontes, que na 7ª especial acaba por fazer um pião na primeira curva do troço e perde quase 20s. A partir desse momento invertem-se as posições, com Barros na frente a gerir 11s de vantagem para o piloto do Citroen a dois troços do fim.
Fontes ainda recuperou um pouco, mas com um ritmo semelhante de prova, Barros não permitiu que o piloto do DS3 voltasse ao comando, obtendo a segunda vitória no nacional de ralis, mas a primeira ganha a “pulso” e com todo o mérito da sua parte.
Para além do pião, que ambos os pilotos se queixaram, Fontes assumiu que a relação de caixa (curta) não era a ideal para este rali.
Miguel campos ainda tentou acompanhar o ritmo dos primeiros, mas problemas com a pressão do turbo, levaram o piloto a levantar o pé a meio do rali, tanto mais que o acerto da suspensão dianteira nunca foi a ideal para que o piloto pudesse arriscar um pouco mais.
Pedro Meireles sentiu também os mesmos problemas com o seu Skoda. A falta de pressão do turbo tirou muita potência ao Fabia, nomeadamente nos troços longos, deixando o piloto algo agastado com esta situação, como se prova pelo 1m30s que perdeu para Barros.
Carlos Vieira terminou em quinto, sendo melhor o resultado que a exibição. Não se livrou contudo de duas saídas de estrada, uma em cada dia, sendo que na segunda acabou por ter muita sorte em ter voltado à estrada. O “excesso” de grip do Citroen ainda não permite ao piloto ter a confiança para andar mais depressa.
Miguel Barbosa fez a prova possível nesta fase de aprendizagem, mas também ele se queixou de alguns problemas no motor do seu Skoda que condicionaram a sua prestação, mas no geral a prestação foi considerada pelo piloto como positiva.
Também Salvi se queixou de problemas de… motor. Neste caso foi também o turbo que limitou muito a potência do Fiesta, que o deixou insatisfeito com o sucedido. Curiosamente, Salvi não estreou o Skoda neste rali por também ter tido problemas de turbo!!!
Problemas com os R5 foi o que não faltou nesta prova. Carlos Martins abandonou no segundo dia com problemas de direção assistida no DS3, Ricardo Teodósio viu a sua prova condicionada por uma transmissão partida no primeiro dia e Fernando Peres que optou pela desistência depois de um rali em que o motor do seu Fiesta também esteve em baixo de forma.
Francisco Cima foi o 8º classificado, melhor duas rodas motrizes, tendo vencido a classificaçãoo do Renault Clio Trophy, demonstrando um ritmo muito bom.
Porém, o grande destaque nas duas rodas motrizes vai para Diogo Gago. O piloto da Inside Motor fez uma prova notável, voando pelos troços de Castelo Branco, mesmo dizendo que andou com margem de segurança. Foi nono da geral, primeiro duas rodas motrizes do nacional e sem dúvida nenhuma um dos pilotos do rali.
Joaquim Bernardes venceu no Nacional de Clássicos, Pedro Lago Vieira foi o melhor no nacional de Iniciados, e nos DS3 do Challenge a vitória foi pata Ricardo Sousa.
Vencedores de Troços
José Pedro Fontes (4); Miguel Campos (1); João Barros (4)
Comandantes Sucessivos
José Pedro Fontes (Pec 1 a 6); João Barros (7 a 9)
Classificação Final Oficiosa



