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Opinião: Falta estratégia para os regionais de ralis

CAMPEONATOS REGIONAIS DE RALIS

O recente comunicado da FPAK sobre os calendários dos ralis regionais de 2026, revela mais uma vez uma total ausência de estratégia para os Campeonatos de Ralis Norte, Centro de Sul.

Não existe visão federativa, nem coragem para fazer diferente, evoluir e avançar, a exemplo do que alguns promotores particulares estão a fazer, com grande sucesso diga-se.

Pilotos não foram ouvidos, organizações também não (pelo menos algumas), equipas muito menos e, como tal, chuta-se umas datas para se fazer um calendário e depois logo se vê como corre, sabendo todos nós de antemão, que corre muitas vezes mal, com provas anuladas, canceladas, adiadas e tudo aquilo que todos nós sabemos.

Os tais promotores de que falei, provam que é preciso estratégia, como forma de promover os ralis e a modalidade junto das entidades locais e daí conseguir elevar os regionais ao patamar que deveriam ter e não têm.

O calendário desportivo é aberrante e um descalabro. Provas a mais, ralis sobrepostos nos calendários norte, centro e sul, desfasamento geográfico, ausência de critérios e de lógica, anuncio de provas que já se sabe que não se irão realizar, outras provas que constam dos calendários e depois logo se vê se se realizam. Enfim, é o descalabro total!!!

Um regional não deveria ter mais de seis provas e nenhuma prova de um regional deveria estar sobreposta. Existem equipas que vão ser obrigadas a dividir estruturas no mesmo fim-de-semana, pilotos e navegadores que terão de optar por um ou outro rali, quando não deveria ser assim, com a incerteza de que poderão aceitar não correr num rali em detrimento de outro e um desses ralis depois não se realizar.

Um clube deveria ter apenas um rali por regional (exceção feita ao sul, porque razões óbvias), o que praticamente faria com que os calendários ficassem mais pequenos e com a possibilidade de terem mais inscritos em média por provas. Dessa forma, os campeonatos tornariam-se mais competitivos e o melhor exemplo disso é o regional sul.

Um rali que se quisesse candidatar ao regional, faria uma prova extra, que seria avaliada como as outras, existindo depois a possibilidade de haver uma rotatividade de provas, o que aumentaria o nível organizativo dos eventos e a competitividade dos respetivos regionais.

Depois poderia e deveria haver uma verdadeira taça para o regional, que elege-se o verdadeiro campeão regional, onde a FPAK também financiasse alguns custos das melhores cinco equipas de cada regional para irem disputar esse rali. Fazer disputar a taça junto de um rali do calendário (tem sido no centro) não resulta, como aliás, se tem visto.

A FPAK dá a sensação que olha para os regionais como um mal necessário ou uma forma de “vender” mais licenças, quando no fundo poderá ter um produto vendável, como existem muitos e bons exemplos em diversas provas dos regionais.

Se é evidente que existem bons exemplos, com provas dos regionais muito melhor promovidas que algumas do Campeonato de Portugal de Ralis, e com muito mais espetadores, porque razão não qualificam, do ponto de vista regulamentar, os regionais?

BOAS RALIS, MAS EM SEGURANÇA
Paulo Homem

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