
A quatro provas do final do Campeonato do Mundo de Ralis de 2026, Elfyn Evans continua na liderança, mas existem ainda sete pilotos com possibilidades matemáticas de conquistar o título. Sami Pajari é o adversário mais próximo, enquanto Takamoto Katsuta, Oliver Solberg e Sébastien Ogier também permanecem na discussão.
Depois de disputadas dez das 14 provas do calendário, Elfyn Evans lidera com 201 pontos, mais 30 do que Sami Pajari, que reforçou a candidatura ao título com as vitórias consecutivas na Estónia e na Finlândia. Takamoto Katsuta ocupa a terceira posição, com 160 pontos, seguido por Oliver Solberg, com 156, e Sébastien Ogier, com 139. Adrien Fourmaux soma 129 pontos e Thierry Neuville 125.
Com os ralis do Paraguai, Chile, Sardenha e Arábia Saudita ainda por disputar, existem 140 pontos em jogo. Em cada prova, o vencedor recebe 25 pontos, enquanto os cinco pilotos mais rápidos no conjunto das classificativas de domingo recebem 5, 4, 3, 2 e 1 pontos. A mesma pontuação é atribuída aos cinco melhores tempos na Power Stage.
Desta forma, um piloto pode conquistar um máximo de 35 pontos por rali. Mesmo que não consiga pontuar através da classificação geral, poderá ainda somar até dez pontos através do Super Sunday e da Power Stage, um fator que poderá assumir grande importância nas contas do campeonato.
Para garantir matematicamente o título, independentemente dos resultados dos adversários, Evans terá de somar mais 111 pontos. Nesse cenário chegaria aos 312 pontos, enquanto Pajari, mesmo conquistando o máximo de 140 pontos, não poderia ultrapassar os 311.
Sami Pajari é, neste momento, o principal adversário do líder. O finlandês precisa de conquistar, pelo menos, mais 31 pontos do que Evans nas quatro provas que faltam, o que representa uma recuperação média de quase oito pontos por rali. Um resultado perfeito, com vitória, triunfo no Super Sunday e melhor tempo na Power Stage, perante uma prova sem pontos de Evans, permitir-lhe-ia recuperar 35 pontos e assumir a liderança.
Takamoto Katsuta encontra-se a 41 pontos do primeiro lugar e precisa de ganhar pelo menos 42 pontos a Evans. Mesmo somando os 140 pontos disponíveis, chegaria a um máximo de 300, pelo que Evans ainda poderia conquistar mais 98 pontos e terminar com 299.
Oliver Solberg tem uma tarefa semelhante. O sueco está a 45 pontos do líder e necessita de recuperar pelo menos 46, o equivalente a uma média de 11,5 pontos por prova. A velocidade que tem demonstrado no Super Sunday e na Power Stage pode ajudá-lo, mas será necessário combinar várias prestações muito fortes com pelo menos um resultado menos conseguido de Evans.
Sébastien Ogier também continua matematicamente na corrida por aquele que seria o seu décimo título mundial. O francês tem 139 pontos e está a 62 de Evans. Se conquistasse os 140 pontos ainda disponíveis, terminaria com 279. Neste cenário, Evans não poderia somar mais de 77 pontos nas quatro últimas provas. Ogier precisa, por isso, de vitórias e de vários contratempos dos pilotos que estão à sua frente.
Adrien Fourmaux e Thierry Neuville conservam possibilidades matemáticas, mas enfrentam contas ainda mais complicadas. Fourmaux tem de recuperar pelo menos 73 pontos e Neuville necessita de ganhar 77 a Evans. Além disso, ambos terão de ultrapassar Pajari, Katsuta, Solberg e Ogier.
Esapekka Lappi, oitavo classificado com 25 pontos, já está definitivamente afastado da luta. Mesmo conquistando o máximo de 140 pontos nas últimas quatro provas, ficaria com 165, abaixo dos atuais 201 pontos de Evans.
A regularidade do líder poderá ser decisiva. Caso Evans mantenha uma média de 20 pontos por rali e some mais 80 até ao final da temporada, Pajari precisará de conquistar 111, Katsuta 122 e Solberg 126. Ogier e os pilotos da Hyundai ficariam, nesse cenário, matematicamente impossibilitados de o ultrapassar.
O campeonato não poderá ficar decidido no Paraguai, uma vez que, depois dessa prova, ainda estarão 105 pontos disponíveis. A primeira possibilidade matemática de atribuição do título surgirá depois do Chile, caso o líder tenha mais de 70 pontos de vantagem. Depois da Sardenha, bastará uma diferença superior a 35 pontos para evitar que a decisão seja adiada para a Arábia Saudita.
Em caso de igualdade pontual no final da temporada, o desempate será feito pelo maior número de vitórias, seguindo-se os segundos lugares e as restantes posições. Por isso, além dos pontos, os triunfos nas quatro provas finais também poderão assumir um papel decisivo na atribuição do título mundial.


