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Rali da Madeira terá duas classificações

CAMPEONATO DE PORTUGAL DE RALIS 2026

Paulo Fontes, presidente da Comissão Organizadora do Rali da Madeira, destacou hoje na apresentação da prova, a qualidade da lista de inscritos, a nova estrutura operacional e os desafios de segurança associados à edição de 2026, que se realiza entre 30 de julho e 1 de agosto.

Uma das principais novidades é a instalação do Secretariado e da Direção de Prova na Gare Marítima do Porto do Funchal. Paulo Fontes considera que o novo espaço oferece melhores condições de trabalho, proximidade ao parque de assistência e acessos mais fáceis, contribuindo também para reduzir a pressão sobre o centro da cidade.

O responsável salientou, contudo, o enorme esforço necessário para colocar toda a estrutura em funcionamento. O Club Sports da Madeira conta apenas com dois profissionais dedicados ao desporto automóvel, dependendo do trabalho voluntário de muitas pessoas. No total, a organização do rali envolve cerca de 1.400 elementos, entre organização, forças de segurança, proteção civil, equipas de socorro, entidades públicas e restantes colaboradores.

No plano desportivo, a organização decidiu aceitar todas as inscrições recebidas, mesmo ultrapassando o limite inicialmente previsto. Assim, o Rali da Madeira deverá arrancar com 88 equipas. Esta decisão aumenta as exigências logísticas e de segurança, uma vez que a passagem de toda a caravana poderá prolongar-se por cerca de uma hora e meia.

Paulo Fontes pediu, por isso, aos espectadores que se desloquem com antecedência, escolham locais seguros e evitem movimentações entre passagens. Com tantos concorrentes, poderá não ser possível reabrir as estradas ao público entre classificativas. O itinerário foi preparado para permitir que os adeptos assistam a várias passagens a partir da mesma zona, reduzindo as deslocações.

A edição de 2026 deverá apresentar uma luta muito competitiva pela vitória. Além dos principais pilotos dos campeonatos de Portugal e da Madeira, a organização apostou na presença de Kris Meeke, Diego Ruiloba e Giandomenico Basso. Ruiloba venceu as duas últimas edições, Basso conta com quatro triunfos na prova e Meeke regressa determinado a conquistar uma vitória que ainda lhe falta no seu historial. Todos os principais pilotos que disputam o Campeonato de Portugal de Ralis e o Campeonato da Madeira de Ralis também se inscreveram.

A competitividade não ficará limitada aos primeiros lugares. Paulo Fontes destacou a presença de mais de 30 viaturas na categoria RC4, bem como a participação de vários jovens pilotos, alguns deles ainda sem carta de condução, mas autorizados a competir nas provas especiais.

Das 88 viaturas, 58 têm homologação FIA e 30 possuem homologação nacional. Existirão, por isso, duas classificações distintas: uma para o Rali da Madeira FIA e outra para o Rali da Madeira FPAK. Apesar desta separação, todos os concorrentes integrarão a mesma caravana, com a ordem de partida ajustada em função do desempenho e das condições de segurança.

A apresentação ficou ainda marcada pela revelação da mascote “Zeca”, criada para aproximar o rali das camadas mais jovens no ano em que se assinalam os 50 anos da Autonomia da Madeira. O nome homenageia Zeca Cunha, primeiro piloto madeirense a vencer a prova.

Paulo Fontes encerrou com a expectativa de que estejam reunidas todas as condições para uma edição de grande qualidade, reforçando que o objetivo é proporcionar uma prova competitiva e com muito público, mas, acima de tudo, disputada em segurança.

Refira-se que a ainda hoje será divulgada a Lista de Inscritos do Rali da Madeira 2026.

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