
Ni Amorim destacou, na apresentação do Campeonato de Portugald e Ralis 2026, a forte aposta da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting na valorização da competição, com o objetivo de garantir que pilotos e marcas se sintam compensados pelo investimento realizado ao longo da temporada.
Entre as principais medidas, sobressai o acordo estabelecido com a TVI, que reforça a visibilidade mediática do Campeonato de Portugal de Ralis e contribui para a projeção da modalidade junto do grande público.
Ao nível organizativo, foi anunciado o reforço dos recursos humanos afetos aos ralis, com a integração de três novos elementos (João Passos, Pedro Matos Chaves e Paulo Fiúza). Esta medida visa aumentar os níveis de segurança e melhorar a articulação com os clubes organizadores, assumindo a Federação um papel mais próximo e colaborativo no terreno.
Outra das novidades passa pela disponibilização, a partir desta época, das classificações (relatórios) dos ralis no site oficial da FPAK, promovendo maior transparência e acesso à informação por parte de equipas e adeptos.
No plano dos eventos, foi também confirmada a intenção de articular o Rali Vidreiro com o evento Leiria Sobre Rodas, criando sinergias e potenciando o impacto de ambas as iniciativas na região.
A Federação anunciou ainda o apoio financeiro a 17 pilotos, numa medida que pretende incentivar a participação e contribuir para o desenvolvimento de novos talentos.
No balanço geral, Ni Amorim mostrou-se confiante quanto ao rumo traçado: “Estamos no caminho certo”, concluiu.
PILOTOS TAMBÉM FALARAM
Também “alguns” pilotos subiram ao palco para falar da temporada e das novidades. José Pedro Fontes, falou em orgulho e motivação por trazer a Lancia para o Campeonato de Portugal de Ralis, mas também da oportunidade de disputar mais um campeonato lutando contra tantas jovens.
Rafel Rego é o piloto mais jovem que está numa equipa oficial, neste caso na Toyota, dizendo que nesta fase o objetivo é ganhar… mas não ralis. Quer sobretudo ganhar experiência e somar quilómetros para depois ganhar tudo no futuro.
Armindo Araújo falou das diferentes gerações de pilotos e de carros presentes como algo importante, dizendo que a experiência lhe diz que o mais importante é fazer o trabalho de casa como forma de se preparar para a temporada. Araújo falou da importância de ter tantos jovens no CPR este ano e que esse projeto se deveria ter iniciado há dois anos atrás.
Quanto a Gonçalo Henriques disse que o momento ainda passa por aprender, nomeadamente nos ralis desconhecidos, mas revela que tem fome de vitórias e que o objetivo é estar sempre na melhor versão em cada prova. Diz que acredita na possibilidade de ser Campeão, mas que não vê isso como pressão, mas sim como motivação para continuar a crescer e a ser cada vez mais rápido.
O seu colega de equipa, Hugo Lopes, diz que só fazendo a temporada completa é que pode evoluir e mostrar o seu valor. Dessa forma, o piloto de Viseu espera ainda este vencer provas no Campeonato de Portugal de Ralis.
Quanto a Guilherme Meireles, que se estreia num 4×4, diz que ainda não sabe onde se pode posicionar frente à concorrência, mas que o objetivo é fazer muitos quilómetros e, só dessa forma, poderá mais tarde pensar em vitórias (que o piloto acha que podem acontecer um dia no CPR).
Este ano na Toyota, Pedro Almeida, diz que o facto de já ter conduzido diversos Rally2 lhe traz mais responsabilidade, pois é dos jovens o que tem mais presenças no CPR. No ano em decidiu parar com os ralis, o convite da Toyota acabou por marcar um ponto de viragem e uma oportunidade de lutar pelas melhores posições em cada prova.



