
No ano em que o Campeonato de Portugal de Ralis completa 60 anos de história, a FPAK decidiu apresentar a temporada de 2026 em Amarante, com a presença de quase todas as organizações e de muitos pilotos.
RALI TERRAS D´ABOBOREIRA
António Jorge, do Clube Automóvel de Amarante, começou por apresentar o Rali Terras d´Aboboreira, falando da “inovação”, que é o regresso do Qualifying, mas também do enorme desafio da edição 2026, com troços mais longos e onde foram incluídas sugestões dos responsáveis pelos ralis na FPAK.
RALLY DE PORTUGAL
Do lado do Automóvel Clube de Portugal, organizador do Vodafone Rally de Portugal, não compareceu qualquer responsável a esta apresentação do CPR, o que prova os caminhos paralelos que ACP e FPAK continuam a percorrer no desporto em Portugal, sobretudo nos ralis.
RALLY DE LISBOA
Humberto Vairinhos, do CPAK, organizador do Rally de Lisboa, falou de que a prova é mesmo uma estreia no CPR, que é uma ambição, e o sentido é de fazer mais e melhor do que foi feito nos últimos anos, em que contou para a Taça de Portugal de Ralis. O rali vai ter algumas novidades, recolhendo algumas das opiniões dos pilotos, destacando-se a City Stage na Marina de Cascais, estando ainda em dúvida as classificativas de Sintra, devido às intempéries.
RALI DE CASTELO BRANCO
A Escuderia de Castelo Branco, vai ter de novo um rali de dois dias, com quatro especiais no primeiro, mais sete no segundo dia, sendo que a derradeira será a Power Stage que terminará próximo do Parque de Desportos Motorizados de Castelo Branco. João Lucas falou de que a prova terá menos recursos, por via do facto de ser uma das duas provas do CPR que os pilotos têm de escolher para pontuar. Mesmo assim, João Lucas, aceitou com muito fairplay o facto de estar nessa situação face as imposições da FPAK. Ainda assim, a Escuderia de Castelo Branco mostra-se empenhada em garantir uma boa participação e apela à inscrição dos pilotos, sublinhando que todos são bem-vindos, quer participem apenas nesta prova ou em mais do que uma.
RALI DA MADEIRA
Do Rali da Madeira também não esteve presente qualquer responsável, mas foi passado um vídeo, onde foram apresentadas as novidades, com a concentração do rali nas zonas montanhosas do centro da Madeira.
RALI DA ÁGUA
Relativamente ao Rali da Água, Nuno Loureiro, DO CAMI, considerou que a prova tem vindo a consolidar a sua posição no calendário nacional. A vertente transfronteiriça continua a ser um dos principais pilares do evento, com a organização a ambicionar uma evolução para um verdadeiro rali ibérico, reforçando a cooperação com Espanha. “Esse sempre foi o objetivo, porque traz uma mais-valia significativa em termos de projeção mediática, tanto para a prova como para o campeonato”, explicou. No plano desportivo, o responsável adiantou que cerca de 80% do percurso será renovado, uma decisão justificada por razões de segurança e competitividade. Apesar de o traçado ainda não estar totalmente fechado, garantiu que a prova manterá o compromisso com a inovação e a qualidade organizativa.
RALLY CASINOS DO ALGARVE
José Manuel Afonso, em representação da organização, o Clube Automóvel do Algarve, revelou que o rali continuará centrado em algumas das principais localidades da região algarvia, nomeadamente Portimão, Lagoa e Aljezur, mantendo uma base geográfica já consolidada em edições anteriores. Está também em estudo a inclusão de um troço no Alentejo, dependente ainda de negociações com as autarquias locais, o que poderá introduzir alterações significativas ao figurino habitual da prova. A base operacional do rali ficará instalada em Lagoa. A competição arranca na sexta-feira com dois troços durante a tarde, seguindo-se a habitual super especial noturna em ambiente urbano. No sábado, o programa será reformulado face aos anos anteriores, com quatro classificativas que serão percorridas por duas vezes, maioritariamente na Serra de Silves e na zona de Aljezur. A prova termina em Portimão com uma city stage. Em termos de percurso, a organização prevê três classificativas totalmente novas, mantendo algumas outras com ajustes face a edições anteriores. No entanto, o desenho final do rali ainda poderá sofrer alterações, dependendo dos acordos institucionais em curso.
RALI FIVE CITIES OF NORTH
Relativamente à prova, Calos Cruz, do Demoporto, revelou que o figurino deverá manter-se próximo do utilizado na edição europeia de 2023, com o rali a passar por localidades como Boticas, Cabeceiras de Basto, Felgueiras e Fafe. Entre as novidades confirmadas está a introdução de uma classificativa totalmente nova na zona de Ribeira de Pena, reforçando o compromisso da organização com a inovação e a renovação do percurso. Apesar de o desenho final ainda não estar totalmente fechado, a estrutura geral do rali deverá seguir a linha das edições recentes, com alguns ajustes pontuais. Carlos Cruz admitiu ainda a possibilidade de alterações ao nível da partida ou da chegada, embora sem avançar, para já, detalhes concretos.
RALI VIDREIRO
O Rali Vidreiro encerrará o CPR 2026, com a organização (Clube Automóvel da Marinha Grande) a reconhecer que a preparação da prova tem sido particularmente exigente, num contexto ainda marcado pelas intempéries recentes na região. O rali terá como base operacional a cidade de Leiria, estendendo-se ainda aos concelhos da Marinha Grande e de Pombal. No entanto, o desenho final do percurso permanece condicionado pela evolução das condições no terreno, especialmente tendo em conta os riscos associados ao período de verão. A prova arranca na sexta-feira com o regresso da Super Especial à Marinha Grande, quatro anos depois da última realização naquele local. No sábado, a competição divide-se entre Pombal, durante a manhã, e a zona de São Pedro de Moel, durante a tarde, ainda que com um traçado alternativo face ao habitual, devido a limitações existentes no terreno. Outra das novidades previstas é a alteração da arena da prova, que deverá deixar Pombal e passar para a zona envolvente do Estádio de Leiria, reforçando a centralidade da cidade na organização do evento. A estrutura do rali deverá também privilegiar a redução das ligações, com o objetivo de tornar a prova mais compacta e competitiva para os pilotos.



