
A FIA concluiu a avaliação da candidatura do Rally da Escócia a uma possível integração no calendário do Campeonato do Mundo de Ralis em 2027. A prova candidata decorreu durante o Grampian Forest Rally, disputado nos dias 7 e 8 de agosto, e permitiu analisar as condições desportivas, de segurança e operacionais do projeto escocês.
Ao longo de quatro dias, a delegação da FIA trabalhou em conjunto com a Motorsport UK e os organizadores locais. A avaliação incluiu dois dias de acompanhamento do Grampian Forest Rally e outras duas jornadas dedicadas à visita dos troços e infraestruturas propostos para a futura prova do WRC.
Com base em Banchory, na região de Aberdeenshire, o evento permitiu à FIA avaliar a capacidade da organização para receber uma jornada do Mundial, bem como observar as estradas florestais que poderão integrar o percurso em 2027. Foram igualmente analisadas a experiência e a capacidade operacional dos principais responsáveis pela prova, assim como a sua preparação para trabalhar ao nível exigido pelo WRC.
A delegação visitou também o P&J Live, em Aberdeen, apontado como possível centro operacional do rali, além dos locais em estudo para acolher o parque de assistência e a partida cerimonial. Segundo a FIA, a qualidade e a dimensão das instalações do P&J Live adequam-se às necessidades de uma prova do Mundial. A oferta hoteleira de Aberdeen e as ligações proporcionadas pelo Aeroporto Internacional da cidade foram outros aspetos valorizados.
A Escócia e o Reino Unido possuem uma longa tradição no Campeonato do Mundo de Ralis. A última passagem do WRC pelo território britânico aconteceu em 2019, no Wales Rally GB, enquanto a Escócia deu ao desporto nomes como Colin McRae, campeão do mundo em 1995.
O Grampian Forest Rally proporcionou ainda uma primeira indicação do potencial desportivo do futuro Rally da Escócia. Várias equipas do WRC participaram na prova para adquirirem experiência nas rápidas estradas florestais da região, perante a presença de milhares de espectadores.
Concluída a avaliação no terreno, a FIA irá agora finalizar os relatórios dos seus delegados e partilhar as conclusões com as entidades envolvidas. O resultado deste processo determinará se o Rally da Escócia reúne as condições necessárias para ser considerado pelo promotor na elaboração do calendário do WRC.
Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, considera que esta avaliação representa um passo importante para o regresso do Mundial ao Reino Unido. “A conclusão da prova candidata do Rally da Escócia representa um passo importante para levar o Campeonato do Mundo de Ralis da FIA de volta ao Reino Unido, uma nação com uma longa e orgulhosa história no campeonato. Este é outro momento entusiasmante para os adeptos e reflete mais um ano de crescimento contínuo do WRC em 2026, com três provas candidatas a decorrer nos Estados Unidos, Reino Unido e Itália. Dos históricos centros do desporto motorizado aos importantes novos mercados em crescimento, existe um verdadeiro impulso global em torno dos ralis e uma clara oportunidade para levar o campeonato a novos públicos em todo o mundo. Gostaria de agradecer a todos os que trabalharam em conjunto para apoiar este processo e espero continuar a acompanhar o crescimento deste campeonato que tanto amo”, afirmou Mohammed Ben Sulayem.
Malcolm Wilson, vice-presidente da FIA para o Desporto, destacou a importância do Reino Unido no panorama internacional dos ralis e a qualidade dos troços escoceses. “Levar o Campeonato do Mundo de Ralis da FIA de volta ao Reino Unido é um passo extremamente importante para os ralis a nível mundial. O Reino Unido é um dos territórios históricos do desporto automóvel, com uma profunda paixão pelos ralis e uma forte ligação ao WRC. Ver o campeonato regressar ao meu país pela primeira vez desde 2019 será particularmente especial. Conheço pessoalmente a qualidade dos ralis na Escócia e sei como estes troços podem ser exigentes e espetaculares. Estão entre os melhores do mundo e existe um verdadeiro desejo entre os adeptos de voltarem a ver neles os melhores pilotos e equipas do mundo”, afirmou Malcolm Wilson.
Hugh Chambers, diretor-executivo da Motorsport UK, fez igualmente um balanço positivo da visita da FIA. “A prova candidata da FIA foi um passo importante para o Rally da Escócia e um momento positivo para toda a comunidade dos ralis no Reino Unido. Ao longo de quatro dias, a delegação da FIA pôde observar a qualidade do percurso, das instalações em Aberdeen e o empenho existente em torno deste projeto. O Grampian Forest Rally permitiu-nos ter uma primeira indicação das estradas que ajudarão a definir o Rally da Escócia: troços rápidos e fluidos em terra, com uma personalidade muito própria. Agradecemos à delegação da FIA o tempo, o cuidado e a experiência dedicados a esta avaliação, bem como aos organizadores, comissários, voluntários, equipas e espectadores que apoiaram o evento. Esperamos agora continuar a trabalhar com a FIA durante o processo de elaboração dos relatórios e avançar em direção ao tão aguardado regresso do Campeonato do Mundo de Ralis ao Reino Unido”, concluiu Hugh Chambers.



