
José Pedro Fontes e Inês Ponte terminaram o Rally 6 Cities North of Portugal na quarta posição do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), depois de uma intensa luta pelo pódio que se prolongou até à última classificativa. Apesar do resultado, o piloto da Sports & You criticou a desigualdade de condições entre os concorrentes do campeonato nacional e os do Europeu.
Ao volante do Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale, José Pedro Fontes enfrentou um sábado particularmente complicado, devido ao estado muito degradado dos troços de terra, após a passagem dos concorrentes do ERC. Ainda assim, terminou a jornada como o mais rápido entre os pilotos do CPR que não participavam na competição europeia.
«Foi um rali muito exigente, sobretudo no sábado, porque encontrámos os troços já muito massacrados. Para os pilotos do CPR que não estavam a competir no Europeu, as condições eram bastante complicadas. Foi mais sobrevivência do que competição. Conseguimos terminar o dia na frente desse grupo, o que considero muito positivo e demonstrativo do trabalho que fizemos. O facto de irmos para a estrada após toda a caravana do ERC prejudicou-nos muito e será preciso encontrar uma solução no futuro para que esta situação não se repita. Não competimos em igualdade de condições.»
No domingo, com os troços em melhores condições, Fontes e Inês Ponte protagonizaram uma intensa disputa pelo terceiro lugar do CPR, decidida por diferenças muito reduzidas. Apesar de terem mantido um andamento competitivo até aos últimos quilómetros, acabaram por terminar na quarta posição.
«No domingo tivemos uma excelente luta com o nosso adversário direto pelo terceiro lugar, decidida ao décimo de segundo. Chegar ao último troço com poucos segundos de diferença mostra bem a intensidade dessa disputa. Naturalmente, queríamos terminar mais à frente, mas saímos daqui com mais uma demonstração da competitividade e da fiabilidade do Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale. O carro respondeu às dificuldades, estivemos sempre na luta e conseguimos manter um ritmo forte até ao fim. É mais uma prova que nos dá confiança no trabalho que estamos a desenvolver. Agora encaramos o Rallye Vidreiro com motivação redobrada e com vontade de terminar um ano com um bom resultado, num terreno que gostamos mais».



