
O presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, Ni Amorim, marcou presença na cerimónia de partida simbólica do Rali de Castelo Branco, quarta prova do Campeonato de Portugal de Ralis, e fez para a Movielight um balanço muito positivo da primeira metade da temporada, como falou da decisão sobre a escolha dos pilotos entre o Rally de Lisboa e a prova albicastrense.
Para o responsável federativo, a edição de 2026 do Campeonato de Portugal de Ralis está a revelar-se uma das mais competitivas dos últimos anos, não só pelo número de inscritos, mas também pela quantidade de equipas e pilotos com capacidade para discutir vitórias em classificativas e posições de topo nas provas. “Estamos perante o melhor Campeonato de Portugal de Ralis dos últimos muitos anos. Não sei dizer quantos, mas, que eu me recorde, não temos tido um campeonato onde cinco ou seis pilotos possam ganhar classificativas e discutir as posições cimeiras no final dos ralis”, afirmou Ni Amorim.
O presidente da FPAK recordou que, nas últimas temporadas, a luta pelas vitórias esteve frequentemente concentrada em pilotos estrangeiros ou em figuras nacionais muito dominadoras. Este ano, porém, o cenário tem sido diferente, com maior equilíbrio competitivo. “Nos últimos dois anos tivemos dois estrangeiros que eram quase sempre quem ganhava, o Sordo ou o Meeke. Antes disso, normalmente havia um favorito claro para ganhar os campeonatos e as provas, o Armindo Araújo. Neste momento, já passaram três provas, esta será a quarta, e não é isso que tem acontecido”, sublinhou.
Ni Amorim destacou ainda que essa competitividade foi visível nas primeiras provas da temporada, incluindo o Rali Terras d´Aboboreira, o Vodafone Rally de Portugal e o Rally de Lisboa, onde a decisão dos resultados se manteve em aberto até muito perto do final.
“Nem no Rally Terras d´Aboboreira, nem no Rally de Portugal, nem no Rally de Lisboa se sabia, até muito perto do fim, quem iria ganhar. Pelo número de inscritos, pelo número de carros Rally2 e pela qualidade dos pilotos, acho que estamos perante um campeonato extraordinário, como não me recordo nos últimos 15 ou 20 anos”, acrescentou.
Questionado sobre a opção de alguns pilotos em escolherem pontuar no Rally de Castelo Branco, numa época marcada pela necessidade de opção entre esta prova e o Rally de Lisboa, o presidente da FPAK assumiu que foi uma decisão difícil, mas enquadrou-a nas responsabilidades de quem tem de gerir o calendário e tomar decisões.
“Foi a opção que tinha de ser tomada. Uma coisa é o que se diz nas redes sociais ou aquilo que os jornalistas comentam, outra coisa é a realidade das coisas. Eu não comento conversas privadas que tenho com os associados. Essas conversas foram tidas e, por isso, não me surpreenderam algumas reações”, referiu.
Ni Amorim reconheceu, ainda assim, que a decisão pode não ter tido o resultado desejado. “Não foi provavelmente a melhor decisão, porque o rali não correu bem, mas eu também não sabia que não ia correr bem. Correu melhor enquanto era Taça do que enquanto foi Campeonato, como se pôde verificar. Mas as coisas são como são. Quem tem de tomar decisões tem sempre de correr riscos. Às vezes acerto, outras vezes erro. Enquanto acertar mais do que errar, acho que estou no bom caminho”, afirmou.
Sobre o Rally de Castelo Branco, o presidente da FPAK destacou o trabalho da organização e o feedback recebido dos pilotos, valorizando a qualidade da prova e o empenho colocado na sua realização.
Poder ouvir AQUI (minuto 41) a entrevista na integra de Ni Amorim feita pela Movielight.



